Poemas para o Dia Mundial de Combate à AIDS / Poemas para el Día Mundial de la Lucha contra el SIDA / Poems for World AIDS Day / Poèmes pour la Journée mondiale de lutte contre le SIDA

All for one and one for all_Together we are stronger. . .

Não ser amado é uma simples desventura; a verdadeira desgraça é não saber amar.” (Albert Camus)

.

No ser amado es una simple desventura;
la verdadera desgracia es
no saber amar.” (Albert Camus)

.

To be unloved is merely misfortune; the true tragedy is in not loving.” (Albert Camus)

.

Il y a seulement de la malchance à n’être pas aimé; il y a du malheur à ne point aimer.” (Albert Camus)

. . .

Liduina Felipe M. Fernandes (Mossoró, Brasil)

Dia de Celebrar a Vida todos os dias

.
1º de dezembro – dia de comemorar
O Dia Mundial de Combate à AIDS
Para que todos possam espalhar
Que a melhor solução
É sempre a informação
Educação e prevenção.
Dia de celebrar a vida.
Dia de socializar conhecimentos,
Respeitar, e não discriminar
Pois a vida pede dignidade,
Solidariedade e qualidade
E não apenas quantidade.
Dia de compreender que não basta falar
É preciso garantir condições para que a vida
Se possa resgatar e preservar.
Dia de gritar que direitos sociais legais
Carecem de aplicação no dia-a-dia,
Pois se forem “leis de papel”
Onde estará a garantia
De que tudo que foi escrito
É sinônimo real de cidadania?
1º de dezembro – dia de refletir
Que todo dia é dia de viver e de lutar
Pelo direito à vida,
Pelo respeito à saúde,
Pela consciência individual e coletiva
Para que todos, sem discriminação,
Respeitando as diferenças, possam desfrutar
De melhores dias sem AIDS.
E todas as armas violentas biológicas e “fabricadas”
Que nada mais fazem do que vidas, desrespeitar e ceifar.
1º de dezembro – dia de lembrar
De que todos os dias devemos, a vida, celebrar!

. . .

Maria do Rosário Lino (Brasil)

Saudação à Vida(2000)
.
Era um médico
e peregrinava
pelos templos
do mundo
onde a natureza
humana
lhe pedia ajuda.
.
Percorrendo aldeias
miseráveis
transportava
sua profissão
como um sacerdócio
onde o ócio
não havia.
.
Perplexo,
combatia
a mortandade social
que estagnava
as possibilidades
de nascedouros.
.
Paz e saúde
a toda a gente
era sua passagem
pelas cidadelas
e sua mensagem
era a superação
das mazelas
como produto
de uma fé
que se prova,
bebendo em pé,
no copo
da força de vontade.
Saciedade, nunca!
.
É preciso
epidemizar
o bem estar
de todos,
do café da manhã
ao jantar,
do deitar-se
ao levantar,
quando então
se pronunciará
a morte da decadência
ao bem da ciência
e um dia,
com a sapiência
e muita sorte,
a decadência
da morte.

. . .

Rui de Noronha (Maputo, Moçambique, 1909 – 1943)

Mulher”

.

Chamam-te linda, chamam-te formosa,
Chamam-te bela, chamam-te gentil…
A rosa é linda, é bela, é graciosa,
Porém a tua graça é mais subtil.
.
A onda que na praia, sinuosa,
A areia enfeita com encantos mil,
Não tem a graça, a curva luminosa
Das linhas do teu corpo, amor e ardil.
.
Chamam-te linda, encantadora ou bela;
Da tua graça é pálida aguarela
Todo o nome que o mundo à graça der.
.
Pergunto a Deus o nome que hei-de dar-te,
E Deus responde em mim, por toda parte:
Não chames bela – Chama-lhe Mulher!

. . .

Rui de Noronha

Amar”

.

Amar é um prazer, se nós amamos
Alguém que pode amar-nos e nos ama.
Amar é um prazer, se por nós chama
Continuamente alguém que nós chamamos.
.
Então a vida inteira a rir levamos,
O mesmo fogo ardente nos inflama,
E os ideais da vida, o bem, a fama,
Mãos dadas pelo mundo procuramos.
.
No encapelado mar desta existência,
O amor é compassiva indulgência
A culpa original dos nosso pais.
.
Que resta ao homem, suprimido o amor?
Buscar a morte p’ra fugir a dor,
Tristeza, indiferença – e nada mais.

New York Times, July 3rd,1981: First newspaper publication of an indirect reference to what would later come to be known as Acquired Immune Deficiency Syndrome or AIDS_Medical correspondent Lawrence K. Altman's article about Kaposi's Sarcoma – which can be a cancer of opportunity for someone with a severely weakened immune system – was buried on p.20. GRID (Gay-related immunodeficiency disease) – as the unknown disease was called in the first year – was emerging in the USA between 1981-1982, and was largely associated with white, gay men in San Francisco and New York...

New York Times, July 3rd,1981: First newspaper publication of an indirect reference to what would later come to be known as Acquired Immune Deficiency Syndrome or AIDS_Medical correspondent Lawrence K. Altman’s article about Kaposi’s Sarcoma – which can be a cancer of opportunity for someone with a severely weakened immune system – was buried on p.20. GRID (Gay-related immunodeficiency disease) – as the unknown disease was called in the first year – was emerging in the USA between 1981-1982, and was largely associated with white, gay men in San Francisco and New York…

...Meanwhile, in two African nations, another part of the same medical story was developing... Slim Disease – so called because people's bodies just wasted away – appeared in 1982 in Tanzania and in the Rakai District of Uganda bordering Lake Victoria, and was debilitating mostly heterosexual men and women. By October 1985, in an issue of the British peer-reviewed medical journal, The Lancet, Dr. David Serwadda of the Makerere Medical School in Kampala would publish with his team an article entitled: “Slim Disease: a new disease in Uganda and its association with HTLV-III infection”. Soon after, researchers on opposite continents understood that those different early names – whether GRID or SLIM – were, in fact, describing one disease: AIDS. Image shown here: a Ministry of Health public poster, Zimbabwe,1989

…Meanwhile, in two African nations, another part of the same medical story was developing… Slim Disease – so called because people’s bodies just wasted away – appeared in 1982 in Tanzania and in the Rakai District of Uganda bordering Lake Victoria, and was debilitating mostly heterosexual men and women. By October 1985, in an issue of the British peer-reviewed medical journal, The Lancet,
Dr. David Serwadda of the Makerere Medical School in Kampala would publish with his team an article entitled: “Slim Disease: a new disease in Uganda and its association with HTLV-III infection”. Soon after, researchers on opposite continents understood that those different early names – whether GRID or SLIM – were, in fact, describing one disease: AIDS. Image shown here: a Ministry of Health public poster, Zimbabwe,1989

"Fight AIDS! We need healthcare and research, not bigotry!." A 1985 demonstration in front of New York City Hall as a City Council committee considered legislation to bar pupils and teachers with the AIDS virus from public schools_photograph by Rick Maiman_By the end of 1981, 159 cases of the mysterious new disease had been reported in the USA.  By 1985, 15,527 cases of AIDS had been reported, with 12,529 deaths.  Ten years later, in 1995, it was 513,486 cases and 319,849 deaths, making AIDS the leading cause of death for Americans ages 25 to 44.

“Fight AIDS! We need healthcare and research, not bigotry!.” A 1985 demonstration in front of New York City Hall as a City Council committee considered legislation to bar pupils and teachers with the AIDS virus from public schools_photograph by Rick Maiman_By the end of 1981, 159 cases of the mysterious new disease had been reported in the USA. By 1985, 15,527 cases of AIDS had been reported, with 12,529 deaths. Ten years later, in 1995, it was 513,486 cases and 319,849 deaths, making AIDS the leading cause of death for Americans ages 25 to 44.

ACT UP_AIDS Coalition to Unleash Power_was founded in 1987 by a group of gay men. Seen here, a demonstration at the Food and Drug Administration in Washington, D.C._1988_photograph © Donna Binder

ACT UP_AIDS Coalition to Unleash Power_was founded in 1987 by a group of gay men. Seen here, a demonstration at the Food and Drug Administration in Washington, D.C._1988_photograph © Donna Binder

Poster aimed at helping people get past their fear of knowledge about HIV_USA, around 1990

Poster aimed at helping people get past their fear of knowledge about HIV_USA, around 1990

Tanzanian safe sex poster drawn by Father Bernard Joinet_The Fleet of Hope in the Flood of AIDS_A rubber lifeboat is the metaphor for condoms_1994

Tanzanian safe sex poster drawn by Father Bernard Joinet_The Fleet of Hope in the Flood of AIDS_A rubber lifeboat is the metaphor for condoms_1994

Members of ACT UP protest during a session of the National Conference on Women and HIV being held in Pasadena, California_1997_Associated Press photo

Members of ACT UP protest during a session of the National Conference on Women and HIV being held in Pasadena, California_1997_Associated Press photo

. . .

Jaime Gil de Biedma (1929-1990, Barcelona, España – fallecido por el SIDA)

Mañana de ayer, de hoy”

.

Es la lluvia sobre el mar.
En la abierta ventana,
contemplándola, descansas
la sien en el cristal.

.

Imagen de unos segundos,
quieto en el contraluz
tu cuerpo distinto, aún
de la noche desnudo.

.

Y te vuelves hacia mí,
sonriéndome. Yo pienso
en cómo ha pasado el tiempo,
y te recuerdo así.

. . .

S. Luz Teresa nació en San Jerónimo, Guerrero, México. En 1986 necesitó una cirugía, en la cual requirió de transfusiones –siendo alguna de éstas las que le causó su infección por VIH. Falleció en 1996.

S. Luz Teresa

¡Auxilio!”

.

¡Auxilio! Se me está acabando el oxígeno, tengo SIDA,

soy un enfermo de SIDA

quiero gritarlo

para poder vivir en paz

y saber con quién cuento

y quién me rechazará.

¡Silencio! ¡Cállate!

Habla más bajo que te pueden oír

y me callo y me resigno

no por mí, por mi familia

porque la gente insensata

que, lamentablemente,

es mucha todavía,

por el simple hecho de saber

que conviven con una persona

como yo, los señalaría

¡me ahoga esta miseria!

¿Por qué a ellos que son

los únicos prudentes?

¡Maldición!

¿Cuándo aprenderán a distinguir

qué es lo que vale de la vida?

¿Cuándo aprenderán

a respetar el silencio?

¿Cuándo dejarán de cuestionarse

si estás o no infectado?

¿Cuándo cambiarán el morbo

por comprensión o cariño?

¿Cuándo?

¿Cuándo sabrán ser amigos?

Espero que no sea dentro de

mucho tiempo.

Porque si esto sucediera,

nadie más tendría que mentir

y ocultar su mal,

nos haría ciudadanos de nuevo,

nos cuidaríamos mutuamente,

porque como nosotros estamos

mucho más conscientes

de cuan dura

es nuestra enfermedad

quisiéramos que nadie

más sufriera

esta larga agonía,

igual que nuestras familias

y nuestros doctores,

aquellos que sabiendo la verdad

nos tocan, nos cuidan

y nos quieren

y no se infectan

y hacen que nos sintamos bien

y nos alientan a que,

por encima de nuestros problemas,

tracemos nuevas metas,

que en ocasiones

estemos contentos,

que no nos impacientemos

y que no olvidemos del todo

nuestra capacidad de amar.

No, no les estoy pidiendo amor,

seria una propuesta absurda,

sólo les pido comprensión

y eso es mucho más sencillo

soy un enfermo de SIDA

que simplemente,

quiere vivir en paz.

. . .

Jordi Demarto (España)

No te duermas” (2005)

.

Cuando mi cuerpo invadiste
No fui capaz de evitar,
Sentirme sucio, muy triste
Hasta me hiciste llorar. 

.

¿Qué será ahora de mi vida,
Mis proyectos de futuro?
Ahora tenía el SIDA.
Fue un golpe tan fuerte y duro.

.

 Más tarde ya comprendí
“Gracias a la información”
Que mi vida no acababa
– No moriría mañana,
deshuesado y sin razón. 

.

Sentí la fuerza de un oso,
Y hasta ganas de volar,
cada año un lazo rojo
nos ayuda a no olvidar.

.

Que la guerra sigue en pie,
Que esta guerra ha de acabar,
En todos los continentes
“y sin África olvidar”. 

.

Que la vida no se acaba,
Que no hay que dejarse vencer
Por un virus despiadado
Que hoy no podemos vencer. 

.

Sigamos luchando en la vida
Sin confiar en la suerte.
¡No te quedes ahí sentado!
¡No des tu tiempo a la muerte! 

. . .

Arjona Delia (Argentina)

Lucha contra el SIDA” (2011)

.

El cuerpo se daña en agonía,
pierden la esperanza y valentía,
lágrimas, sollozos y lamentos,
acerca la muerte día a día.
.
Cuida tu vida y la de los demás,
del virus letal, cruel enfermedad,
que te lo trasmiten al amar,
cuando no te saben cuidar.
.
Lucha, no te des por vencido,
si la herida te hace sangrar
yo te ofrezco mi mano para andar,
en mi corazón tendrás lugar.
.
No temas, aprende sobre el sida,
la ignorancia es la que contamina,
la mejor defensa es la prevención,
y contar con buena información.

.

http://www.arjonadelia.blogspot.com

. . .

Craig G. Harris (Black gay poet, U.S.A., died in 1991 of complications from AIDS)

Alive after his passion” (for Elias)

.

green mangos

with salt and

vinegar,

hearts of palm

and holy ghosts

make me

speak in

tongues

with garlic breath,

dance to unheard

beats,

fall beneath your

holy temple,

inhaling grey

incense dust,

writhing in

shed snake skins,

purified in the

flame,

wrapped

in unspeakable

joy.

.

(1987)

.

Phillis Levin (New York City)

What the Intern Saw” (1988)

.

I

He saw a face swollen beyond ugliness

Of one who just a year ago

Was Adonis

Practicing routines of rapture.

.

A boy who could appear

To dodge the touch of time,

Immortal or immune –

A patient in a gown,

Almost gone.

II

In the beautiful school of medicine

He read about human suffering,

A long horrible drama

Until the screen of anaesthesia

And penicillin’s manna.

.

But now, in myriad sheets

Of storefront glass refracting evening’s

Razor blue, in a land of the freely

Estranged from the dead, he meets

That face – and fear seizes his body.

III

His feet have carried him to bed.

He thinks he must be getting old

To so revise

His nature and his plan.

.

He shuts his eyes

And in his sleep he sees a gleaming bar,

The shore of pain.

It isn’t far.

People live there.

. . .

Adam Johnson (Gay U.K. poet, 1965-1993, died of complications from AIDS)

December 1989”

.

The nascent winter turns

Each root into a nail,

And in the West there burns

A sun morbid and pale.

.

Now, from the city bars

We drift, into a cool

Gymnasium of stars –

The drunkard and the fool:

.

Into the night we go,

Finding our separate ways –

The darkness fraught with snow,

The leaves falling like days.

. . .

Clovis S. Palmer (Jamaica/Australia)

Guilt”

.

Whoi! Mother, father, mi baby – gone

Whoi! Sister, brother, mi uncle – gone

Whoi! Daughter, mi son, mi family – gone

Whoi! What stain have I bestowed?

.

She held her son, the flesh melted from his bones,

Tears streamed down her cheeks, like raindrops down the window screen.

Unexplainable, undeniable, but beneath the ground he must go

Singing, mourning, cries of pain –

Who next will suffer this dreadful stain?

.

The sunset kisses the Blue Mountain range,

Darkness covers the Kingston plains.

Tomorrow we shall start again –

Who next will suffer this dreadful stain?

.

The sun seeps over the Caribbean Sea,

Today my brother I shall not see.

Like the petals from roses – gone too soon –

Red ribbons I left on his tomb.

. . .

HIV/AIDS is defined by people: their complex lives, their bravery, their fear, their sadness, their need, their laughter, their inconsistencies – basically, their rich humanity. These people taught me how to write about hope, and the beauty in the ordinariness of all of our lives.” (Kwame Dawes)

.

Kwame Dawes (born 1962, Ghana – raised in Jamaica)

Coffee Break”

[This 2008 poem was inspired by caregiver John Marzouca of Jamaica]

.

It was Christmastime,
the balloons needed blowing,
and so in the evening
we sat together to blow
balloons and tell jokes,
and the cool air off the hills
made me think of coffee,
so I said, “Coffee would be nice,”
and he said, “Yes, coffee
would be nice,” and smiled
as his thin fingers pulled
the balloons from the plastic bags;
so I went for coffee,
and it takes a few minutes
to make the coffee
and I did not know
if he wanted cow’s milk
or condensed milk,
and when I came out
to ask him, he was gone,
just like that, in the time
it took me to think,
cow’s milk or condensed;
the balloons sat lightly
on his still lap.

.

Coffee Break” © Kwame Dawes

.

. . .

Kwame Dawes

Cleaning”

[This 2008 poem was inspired by Dr. Peter Figueroa of Jamaica]

.

After a while, you don’t bother
with the brief and the pajamas;
you leave him on the sheet,
make him shit himself, then
shift over to the other side
until I can come, lift up
the body, wipe his bottom
with a soft cotton cloth, bundle
up the sheet with two more
in the corner, straighten
out the plastic over the mattress—
sometimes you have to wipe
it, too, then put a towel
under him until the other
sheet dry, and all the time,
you don’t say a word,
you don’t ask for nothing.
You let your hand brush
against your father’s back
and pray his dignity will last
another day. This is how
a man must care for his father;
quiet, casual, and steady.

.

Cleaning” © Kwame Dawes

.

Kenya_poster encouraging Safe Sex_1990s

Kenya_poster encouraging Safe Sex_1990s

Poster from Morocco promoting safe sex_The Arabic reads: Tradition does not rhyme with Prevention.

Poster from Morocco promoting safe sex_The Arabic reads: Tradition does not rhyme with Prevention.

Safe sex poster from Cuba_The Spanish reads:  Enjoy Life, Avoid AIDS._How do I show that I love you?  (With a flower AND a condom.)

Safe sex poster from Cuba_The Spanish reads: Enjoy Life, Avoid AIDS._How do I show that I love you? (With a flower AND a condom.)

A schoolteacher fired after testing HIV-positive is embraced by his daughter_India_2004_photograph by W. Phillips

A schoolteacher fired after testing HIV-positive is embraced by his daughter_India_2004_photograph by W. Phillips

A Haitian woman takes the opportunity to be tested for HIV_Haiti_2007_photograph © Thony Belizaire

A Haitian woman takes the opportunity to be tested for HIV_Haiti_2007_photograph © Thony Belizaire

South African women reminding passing motorists that condom use drastically reduces the spread of HIV_2009

South African women reminding passing motorists that condom use drastically reduces the spread of HIV_2009

At a roadside HIV-testing table near Cape Town, South Africa, a nurse tests a man's blood_2012_photograph by Rodger Bosch_While South Africa has the highest percentage worldwide of people living with HIV – about 6 million in a nation of 53 million – it also has the world's largest treatment programme using Anti-Retroviral drugs distributed from several thousand  health clinics.

At a roadside HIV-testing table near Cape Town, South Africa, a nurse tests a man’s blood_2012_photograph by Rodger Bosch_While South Africa has the highest percentage worldwide of people living with HIV – about 6 million in a nation of 53 million – it also has the world’s largest treatment programme using Anti-Retroviral drugs distributed from several thousand health clinics.

South African Archbishop Emeritus Desmond Tutu has been a vigorous campaigner for access to treatment for TB, HIV and AIDS;  he has also publicly promoted condom use for disease prevention,  a most forward-looking approach for a Man of the Church.

South African Archbishop Emeritus Desmond Tutu has been a vigorous campaigner for access to treatment for TB, HIV and AIDS; he has also publicly promoted condom use for disease prevention, a most forward-looking approach for a Man of the Church.

HIV-positive activists at a rally in India

HIV-positive activists at a rally in India

The International Medical Corps organized an advice and training programme for women at Mera Kachori Afghan Refugee Camp in Pakistan_December 2012

The International Medical Corps organized an advice and training programme for women at Mera Kachori Afghan Refugee Camp in Pakistan_December 2012

Fight HIV not People with HIV! Activist with banner outside the Russian Embassy in New York City_2013

Fight HIV not People with HIV! Activist with banner outside the Russian Embassy in New York City_2013

In Guandong, China, some bold HIV-related policy decisions will come into play.  In the wake of concerted advocacy efforts the ban on HIV-positive teachers in the classroom will be lifted_June 2013

In Guandong, China, some bold HIV-related policy decisions will come into play. In the wake of concerted advocacy efforts the ban on HIV-positive teachers in the classroom will be lifted_June 2013

Standard Chartered Bank in Brunei Darussalam on the island of Borneo conducted a Living With HIV morning huddle with its staff. True or False statement cards were used to test staff’s knowledge of HIV facts_October 2013

Standard Chartered Bank in Brunei Darussalam on the island of Borneo conducted a Living With HIV morning huddle with its staff. True or False statement cards were used to test staff’s knowledge of HIV facts_October 2013

Melbourne, Australia, November 30th 2013_World AIDS Day event

Melbourne, Australia, November 30th 2013_World AIDS Day event

. . .

This is my dedication and tribute to my patients who live with HIV. I will never be the same because of the way you have touched me, seeing how you continue to move forward every day in this society – with its preconceptions and misbeliefs.” [Paula V. Reid, April 2013]

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Paula V. Reid (Nurse, North Carolina, U.S.A.)

The Unique Woman”

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Hello, I am special just like you.
Why should anyone feel differently?

Is it because I may be
a drug abuser,
a prostitute,
a homeless person,
or do you believe I’m a nobody?

Have you ever thought I could be
your mother,
your sister,
your friend?
Would that make a difference?

But in the whole scheme of things, does it really matter?
Because the most important issue is
I am a woman that needs your help.
Are you in a position to give me that help?
I need to be loved.
I need to be cherished.
I need to be cared for.
I face extraordinary challenges every day
and many times face them alone.

Some women have children,
spouses and loved ones to care for.
Where do I get the strength
and energy to keep going?
Don’t I need compassion?

That is why I am the unique woman.

I hear you talk about me in the hallway and stairwells.
“I have to see that HIV lady down the hall.”
“Oh boy, I am the next one up for an HIV case.”

Treat me the way you would want to be treated.
That is what I ask of you.
Don’t ask me: “How did you get it?”
unless it is relevant to my care for that day.
When I cry, cry with me.
When I laugh, laugh with me.
Then, when I am alone it won’t be so bad.

My walk is hard and the road is tough,
but with your help it could be gentler.

I am reaching out to you.

. . .

Rory Kilalea / ‘Murungu’ (Zimbabwe)

Prayer”

.

I do not know how to pray.
I only know how to talk
at you, God.
As a stillness supreme
evading my eyes,
avoiding my ears.
Yet I know You are there.
It is only the reflection I miss.

. . .

Senator Ihenyen (Nigeria)

Is It Because…”

you did not kiss my hand

like you used to

when with so much love in my eyes

I held it up to your lips

beaming with the crystals in my heart –

Is it because I now have HIV?

When you poured the red wine into the glasses

you did not hold yours to my waiting lips

like you used to

so that – as transparent as the two glasses –

we could see the colours in our hearts –

Is it because I now have HIV –

Or because you never really loved me?

.

(2013)

. . .

Senator Ihenyen (Nigeria)

Stranger in the Mirror
of My Life”

.

Before me is a mirror
a mirror beside my bed
away from the sun
burning brightly outside the window-blinds
in my darksome room.

For a moment
before the mirror
I stand to see the face of the victim
whose result returned a death sentence
after a test,
and another test, and yet another,
but they kept coming back
one and the same
like the torrent of tears that keep returning to your eyes
when the heart remains wet with worries

Wavering worries of one’s life walking away from the door,
as the wall clock thcks unrestrained, untouched, unconcerned,
like the footsteps of the world moving on,
unaffected, unmoved, unstirred.

In the mirror
I found a face
a certain face too afraid to look at me.
The face of a stranger –
a strange face sketched in the shadows of my unlit room,
against the fiery fingers of the sun flicking the window-blinds on a fateful morning
to irradiate my day.

I know this face hiding in the mirror isn’t me –
It couldn’t be me!
I looked straight into her eyes,
and it was then she looked back at me –
petrified, she crept back into the closet of her life.

I walk slowly and gently towards her,
and the stranger suddenly steps closer and closer towards me.
And when my feet froze on the floor
Upon the freezing fear that gripped me,
the stranger in the mirror suddenly startles – faint-hearted, intimidated –

this stranger is not me,
No, not me!

She is just a shadow –
the shadow of someone too locked-up in her closet to open up to me.
She is a stranger too steeped in shame to stand up to herself
and say:

I’m Hannah,
I’m HIV-positive –

but see how beautiful life could be
when I open the window-blinds in my heart
and let the rays of the sun
overshadow the stranger in the mirror of my life.”

.

(2013)

.

Is It Because…” and “Stranger in the Mirror of My Life” © Senator Ihenyen

From his just-released 2013 e-book Stranger in the Mirror of My Life: Poems for Everyone Affected by HIV/AIDS

. . .

[The poem below] came as result of belonging to what is sometimes called a “sero-discordant couple” – one partner HIV-negative, the other positive. It’s not a difference easy to negotiate, as perhaps the poem makes clear. Early on, my new lover offered me the choice to avoid commitment, citing his condition; but I chose instead to go forward with the relationship – a decision I don’t regret. I believe that medical research will find a fully satisfactory treatment for HIV and that this epidemic will come to an end. When that happens – what joy it will bring.” (Alfred Corn)

.

Alfred Corn (born 1943, Georgia, U.S.A.)

To a Lover who is HIV-positive” (2002)

.

Grief; and a hope
that springs from your intention
to forward projects as assertive
or lasting as flesh ever upholds.

.

Love; and a fear
that the so far implacable
cunning of a virus will smuggle away
substantial warmth, the face, the response
telling us who we are and might be.

.

Guilt; and bewilderment
that, through no special virtue of mine
or fault of yours, a shadowed affliction
overlooked me and settled on you. As if
all, always, got what was theirs.

.

Anger; and knowledge
that our venture won’t be joined
in perfect safety. Still, it’s better odds
than the risk of not feeling much at all.
Until you see yourself well in them,
Love, keep looking in my eyes.

. . .

 

Mike Kwambo (Nairobi, Kenya)

Positive”

.

Positive…
the status of my HIV.
Negative…
your attitude towards me.
Nonchalant…
is how I choose to be.
Pretenders…
you allegedly sympathize with me.
True colours…
you show them when I turn my back.
Pity…
I surely do not need it right now.
Life…
I am full of it and I am living>
Understanding…
I have a condition, like anyone else.
Positive…
the status of my attitude.
Determination…
is filled inside of me.
Oh
yes
I have the will to live.
I am positive…
in
every aspect
of the word!

.

(2009)

. . .

Tikum Mbah Azonga (Le Cameroun)

Venez vous voir (La séropositivité n`est pas la mort)”
.
Si vous êtes séropositif, mon ami,
Ne désesperez pas
Surtout pas!
Venez nous voir même en catinimi.
.
Nous sommes là pour vous tous
Les activités de conseil –
Pour les amis comme vous au conseil,
C`est notre affaire de toujours.
.
Venez nous voir en toute confidentialité –
Nos sessions de counseling se font en douceur.
Vous n`est pas seul car d`autres sont venus sans rancoeur
Et sont partis satisfaits et pleins de vitalité.

.

(2009)
. . .

Tikum Mbah Azonga (Le Cameroun)

Les confidences d’une mère (La transmission mère-enfant)”

.
Je m`appelle Marthe.
Je suis mère de trois enfants
Dont le dernier a huit mois,
Les trois autres – que Dieu soit loué!
Ont trois, cinq et sept ans –
Je me suis fait dépister a chaque grossesse.
.
Dieu merci, tout a été négative,
Mais si j`avais été testé positive
J`aurais suivi les conseils du médicin,
J`aurais pris des médicaments
Pour ne pas contaminer mon bébé.
.
Avais-je peur du test? Jamais!
Car il y a le counseling.
Alors, si vous êtes enceinte
Comme moi, faîtes

vous dépister protéger votre bébé.

.

(2009)

. . .

Alassane Ndiaye (Sénégal)

Sous Le Soleil De L’Amour”

.

Notre premier baiser
A cette saveur lactée
Ce parfum de rose
Aux vapeurs poivrées
.
Et tes lévres douces
Et fermes comme la chaire
Fraiche d’une pomme
Croustillantes comme le pain nouveau
Embrassent ma bouche
Suscitant le désir coupable
.
Tu es une étoile qui chaque jour
Brille dans le ciel trouble de mon existence
Un soleil qui transperce le voile sombre de mon esprit
Une source où s’abreuvent les âmes en peine

Je t’aime.

.

(2000)

.

. . .

Ibrahim Coulibaly (Côte d’Ivoire)

Ton Sourire et Ta Voix”

.
Mon regard dans le vent
Je vois dans le ciel sourire ta beauté
Qui fait voyager mon esprit
Dans le train merveilleux de ton charme.
En moi luit la lumière du bonheur
Car ta voix d’or
Ta voix aux mille couleurs
Fait couler sur moi des mélodies de miel.
L’harmonie de ton corps est un tableau
Que jamais ne pourra effacer la force des mots.
Si j’étais une larme dans tes yeux
Jusque sur tes lèvres je coulerai
Si une larme dans mes yeux tu étais
Jamais je ne pleurerais
De peur de te perdre.

.

(2013)

.     .     .     .     .


Poèmes sur l’Amitié pour la Journée mondiale de lutte contre le SIDA – Poems of Friendship for World AIDS Day

World AIDS Day 2013_Our Hands Together

Emmanuel W. Védrine (Haïti)

What I want you to know”

.
I want you to know there is
Someone who’s thinking of you,
Someone who wants to help you
Along the way,
Someone who can take your problems away,
Someone who wants to be with you
When the sun is shining
And when there is rain.
I want you to know there is
Someone who won’t let you down,
Someone who will care for you,
Someone you can talk to,
Someone who will make your days brighter
And who will make you feel happier.
I want you to know
This person is me,
Someone who
Thinks about you.

.     .     .

Emmanuel W. Védrine (Haiti)

Ce que tu dois savoir”

.
Je veux que tu saches
Qu’il y a quelqu’un qui pense à toi,
Quelqu’un qui veut t’aider
Au long de la route.
Quelqu’un qui veut solutionner tes problèmes,
Quelqu’un qui veut être avec toi
Quand le soleil brille
Et quand le temps est à la pluie.
Je veux que saches
Qu’il y a quelqu’un
Qui ne te laissera pas toute seule,
Quelqu’un avec qui
Tu peux parler avec aisance
Et tu seras contente,
Contente plus que jamais.
C’est bien moi,
Quelqu’un qui pense à toi.

.

(Traduction du créole haïtien – French translation from the original Creole)

.     .     .

 

Emmanuel W. Védrine

Who are you?”

.
Who are you? You know who you are.
Is it the way you appear in other people’s eyes
That tells you who you are?
Is it what they say about you
That tells you who you are?

.

Sometimes I laugh and I laugh
When someone is taken for what that person is not.
How many mistakes do we make when we judge people?
You can see what a person is on the outside
But not what they have in their heart.

.

Who are you? Is it society that tells you who you are?
How do you see society?
What can you do to change the world?
Is it your passport that tells you who you are?
Tell me who you are, then each of us can bring
A stone for the reconstruction of the world.

.     .     .

Emmanuel W. Védrine

Qui êtes vous?”

.
Qui êtes vous? Vous savez qui vous êtes.
Le regard des autres vous dit-il
Qui vous êtes?
Ce qu’ils disent à votre propos vous dit-il
Qui vous êtes?

.

Parfois je ris et je ris
Quand quelqu’un est pris pour ce qu’il n’est pas.
Combien d’erreurs sont faites à juger autrui?
Ce qui se voit est l’apparence;
Le contenu du coeur est invisible.

.

Qui êtes vous? La société dit-elle qui vous êtes?
Comment percevez-vous la société?
Que pouvez vous faire pour changer le monde?
Votre passeport détermine-t-il qui vous êtes?
Dites-moi qui vous êtes et alors chacun de nous peut apporter
Une pierre à la reconstruction du monde.

.

(Traduction du créole haïtien – French translation from the original Creole)

.     .     .     .     .


Les femmes-poètes africaines “griotent” de la Poésie, de l’Amour, du Néant – et de la Jupe / African women poets sing, proclaim, and advise about Poetry, about Love, The Void – and Skirts

ZP_Werewere Liking reciting at the Festival Internacional de Poesía de Medellín in Colombia_2011ZP_Werewere Liking reciting at the Festival Internacional de Poesía de Medellín in Colombia_2011

.

Assamala Amoi (born 1960, Paris / Abidjan, Ivory Coast)

“If you could”

.

If you could leave when work was done

Like the sun at the end of its day;

If you could arrive like the day and the night

At an hour chosen by the seasons;

If you could hear the farewells like the tree

Listens to the song of the migrating bird

– who would dread departures, returns and death?

.     .     .

“Si on pouvait”

.

Si on pouvait s’en aller à la fin de son ouvrage

Comme le soleil au terme de sa course;

Si on pouvait arriver comme le jour et la nuit

A l’heure choisie par les saisons;

Si on pouvait entendre les adieux comme l’arbre

Ecoute le chant de l’oiseau qui le quitte

Qui craindrait les départs, les retours et la mort?

.     .     .

Dominique Aguessy (born 1937, Benin)

“The poem seeks its own way”

.

The poem seeks its own way

Nestled in the parchment’s heart

Elegantly inscribed

By a sure and decided hand

While ideas wait to be set free

By the force of the poet

Expecting she will intercede

Bringing them alive

Without an excess of prejudice

Will she choose simplicity,

Or more exuberance, more spontaneity

Or still more circumspection?

From the madness of colours

To the vertigo of flavours

From the combinations of archipelagos

Drafting the sensual structures

The sap of the words sows images

Multiple trials bear witness

Disclosing the singular essence

Of eternal idle wandering.

.     .     .

“Le poème poursuit son chemin”

.

Le poème poursuit son chemin

Niché au coeur du parchemin

Elégamment buriné

D’une main ferme et décidée

Tandis que les idées

Attendent d’être délivrées

Par la vertu de l’aède

Espèrent qu’il intercède

Les amène à la vie

Sans trop de parti pris

Optera-t-il pour la simplicité,

Davantage d’exubérance, de spontanéité

Ou plus encore de retenue?

De la folie des couleurs

Au vertige des saveurs

Des combinaisons d’archipels

Ebauchent des structures sensuelles

La sève des mots ensemence les images

De multiples essais rendent témoignage

Dévoile l’essence originelle

De vagabondages sempiternels.

.     .     .

“When sudden passion comes”

.

When sudden passion comes

There is no age of reason

There is no future to protect

There are no inquisitors to mislead.

.

Who dares to touch it is stung

Who comes near it is consumed

Who speaks of it becomes ignorant

Who says nothing is reborn.

.     .     .

“Quand survient la passion”

.

Quand survient la passion

Il n’est pas d’âge de raison

Ni de futur à préserver

D’inquisiteurs à déjouer

.

Qui s’y frotte s’y pique

Qui s’en approche s’y consume

Qui en disserte l’ignore

Qui se tait en renaît.

.     .     .

Fatou Ndiaye Sow (1956-2004, Senegal)

“On the Threshold of Nothingness”

.

In this vampire world,

Here I am filled with my exile.

Let me rediscover

The Original Baobab

Where the Ancestor sleeps

In the deep murmur

Of his original solitude.

Let my eyes gleam

With a myriad of suns,

Voyaging across time and space without shores

And dissolving into faith the cries of anguish

And fishing for glimmers of hope

In the purple horizon of dusk

To ennoble rapacious humanity

Executioner or victim

In search of a distant star

Distant

Hidden behind doors of silence

Inside the Universe of hope

Let me decipher

At the foot of the Original Baobab

The message of my cowrie shells

Where I read

That every epoch lives its drama

Every people their suffering

But that before the doors of Nothingness

Each one PAUSES and THINKS.

.     .     .

“Au seuil du néant”

.

Dans ce monde vampire,

Me voilà remplie de mon exil.

Laissez-moi redécouvrir

Le Baobab Originel

Où dort l’Aïeul

Dans la rumeur profonde

De sa solitude première.

Laissez mon oeil éclaté

De myriades de soleils,

Voyager dans l’espace-temps sans rivages

Et dissoudre dans la foi les râles de l’angoisse,

Et pêcher des éclats d’espoir

Dans l’horizon pourpre du couchant

Pour ennoblir le rapace humain

Bourreau ou victime

A la recherche d’une étoile lointaine

Lointaine

Cachée aux portes du silence.

Dans l’Univers de l’espérance

Laissez-moi déchiffrer

Au pied du Baobab Originel

Le message de mes cauris,

Où je lis

Que chaque époque vit son drame

Chaque peuple ses souffrances

Mais qu’aux portes du Néant

Chacun S’ARRÊTE et PENSE.

.     .     .

Clémentine Nzuji (born 1944, Tshofa, Zaïre/Democratic Republic of Congo)

“It’s not my fault…”

.

It’s not my fault

If no one understands me

If I must

Express myself in

An absurd language

.

The trees also

and the winds

the flowers

and the waters

Express themselves in their own way

Strange to human beings

.

Take me as a tree

as wind

as flower

or as water

If you want to understand me.

.     .     .

“Ce n’est pas ma faute…”

.

Ce n’est pas ma faute

Si personne ne me comprend

Si j’ai

Pour m’exprimer

Un langage absurde

.

Les arbres aussi

les vents

les fleurs

et les eaux

S’expriment à leur manière

Etrange pour les humains

.

Prenez-moi pour arbre

pour vent

pour fleur

ou pour eau

Si vous voulez me comprendre.

.     .     .

Hortense Mayaba (born 1959, Djougou, Benin)

“When Life Ends”

.

A life ends

Another begins

We are the descendents

Of our dead

Each family keeps their own

Every being keeps their lineage

Our sleep makes them live again

In us they are reborn each night

Wearing our tattered clothes

Moving with our limbs

Walking often in our shadows

Drunk with our desires

And vanishing with our waking

When Life Ends!

.     .     .

“Quand la vie s’éteint”

.

Une vie s’éteint

Une autre renaît

Nous sommes les descendants

De nos morts

Chaque famille conserve les siens

Chaque être conserve sa lignée

Notre sommeil les fait revivre

Ils renaissent chaque nuit en nous

S’habillent de nos guenilles

Se mouvant de nos membres

Marchant souvent dans nos ombres

S’enivrant de nos désirs

Et s’évanouissant en nos réveils.

Quand la vie s’éteint!

.     .     .

“The Great Eye of the Good Lord”

.

I tried to find

Where the moon came from,

That princess

The colour of silver

.

I wanted to understand

Where the moon went,

That princess

Who lights up the sky

.

I tried to discover

Who commands the moon,

That princess

Of Africa’s nights

.

At last I understood

What the moon was,

That princess of the sky –

She is the Great Eye of the Good Lord.

.     .     .

“Le gros oeil du Bon Dieu”

.

J’ai cherché à savoir

D’où venait la lune,

Cette princesse

Couleur d’argent

.

J’ai voulu comprendre

Où allait la lune,

Cette princesse

Qui illumine le ciel

.

J’ai tenté de découvrir

Qui commandait à la lune,

Cette princesse

Des nuits d’Afrique

.

J’ai enfin compris

Ce qu’était la lune,

Cette princesse du ciel –

C’est le gros oeil du Bon Dieu.

.     .     .

Werewere Liking (born 1950, Cameroon)

“To Be Able”

.

There are words like a balm

They sweeten and leave a taste of mint

There are gazes like the wool of a lamb

They enfold and warm like a caress

There are smiles like full moons

They enlighten with intimacy

.

To be able!

Able to look

Able to discover

Able to predict

Able to feel

And be happy!

.

There are intoxicating promiscuities

And soft touches like caresses of sunlight

Furtive and discrete and exciting

They leave a taste of anticipation!

.

To be able

Able to feel

And be happy!

.

There are alarming caresses

That leave one on guard

And there are names that foretell fate

And phrases like decrees.

.

To be able to discover

To be able

And be happy!

.

There are faces like proverbs

Enigmatic and symbolic

They call up wisdom

Because life is the future

And the future is you

.

Ah, to be able

Able to predict

And be happy!

.

There are marvelous beauties

Present and numerous there

Under the nose there before our eyes

.

To be able

Ah, able to look

Yes, able to see

Because to see is to understand

That love

That happiness

Is as true

And as near

As your being here.

.     .     .

“Pouvoir”

.

Il est des mots comme des baumes

Ils adoucissent et laissent un goût de menthe

Il est des regards comme de la laine d’agneau

Ils enveloppent et réchauffent dans la caresse

Il est des sourires comme des pleines lunes

Ils illuminent avec intimité

.

Pouvoir!

Pouvoir regarder

Pouvoir déceler

Pouvoir deviner

Pouvoir sentir

Et être heureux!

.

Il est des promiscuités enivrantes

Et des frôlements comme des caresses de soleil

Furtives et discrètes et excitantes

Elles laissent un goût d’attente!

.

Pouvoir

Pouvoir sentir

Et être heureux!

.

Il est des caresses alarmantes

Qui laissent sur le qui-vive!

Il est des noms qui augurent du destin

Et des phrases comme des décrets.

.

Pouvoir déceler

Pouvoir

Et être heureux!

.

Il est des visages comme des proverbes

Enigmatiques et symboliques

Ils appellent à la sagesse

Parce que la vie c’est l’avenir

Et que l’avenir c’est toi

.

Ah, pouvoir

Pouvoir deviner

Et être heureux!

.

Il est beautés merveilleuses

Présentes et nombreuses là

Sur le nez là sous nos yeux

.

Pouvoir

Ah, pouvoir regarder

Oui pouvoir voir

Car voir c’est comprendre

Que l’amour

Que le bonheur

C’est aussi vrai

Et aussi près

Que tu es là.

.     .     .

Monique Ilboudo (born 1959, Burkina Faso)

“Skirts”

.

I don’t like skirts

Not short ones

Not long ones

Not straight ones

Not pleated ones

.

I don’t like skirts

The short ones show me

The long ones slow me

The straight ones smother me

The pleated ones oppress me

.

I don’t like skirts

Pretty or ugly

Red or green

Short or long

Straight or pleated

.

I don’t like skirts

Except if they’re culottes

But the long pleated skirt

That’s the worst of all!

I don’t like skirts.

ZP_Monique Ilboudo_2012ZP_Monique Ilboudo_2012

“Les jupes”

.

J’aime pas les jupes

Ni les courtes

Ni les longues

Ni les droites

Ni les plissées

.

J’aime pas les jupes

Les courtes m’exhibent

Les longues m’entravent

Les droites m’étouffent

Les plissées m’encombrent

.

J’aime pas les jupes

Belles ou laides

Rouges ou vertes

Courtes ou longues

Droites ou plissées

.

J’aime pas les jupes

Sauf si elles sont culottes…

Mais la jupe-longue-plissée

C’est la pire de toutes!

J’aime pas les jupes.

.     .     .

Nafissatou Dia Diouf (born 1973, Senegal)

“Tell Me…”

.

If what you have to say

Is not as beautiful as silence

Then, say nothing

Because nothing is more beautiful

Than your mouth half-open

On a hanging word

.

Tell me the unspeakable

Tell me the unname-able

Tell me with words

That will melt into nothingness

As soon as you speak them

.

Tell me what is on the other side of the mirror

Behind your eyes without silvering

Tell me your life, tell me your dreams

Tell me your grief and also your hopes

And I will live them with you

.

In the world of silence and rustling silk

Of velvet gazes and quilted caresses

Now, everything has been said

Or almost

So hussssssssh……

.     .     .

“Dis-moi…”

.

Si ce que tu as à dire

N’est pas aussi beau que le silence

Alors, tais-toi

Car il n’y a rien de plus beau

Que ta bouche entrouverte

Sur une parole arrêtée

.

Dis-moi l’indicible

Dis-moi l’innommable

Dis-le moi avec les mots

Qui se fondront dans le vide

Aussitôt prononcés

.

Dis-moi ce qu’il y a de l’autre côté du miroir

Derrière tes yeux sans tain

Dis-moi ta vie, dis-moi tes rêves

Dis-moi tes peines et tes espoirs aussi

Et je les vivrai avec toi

.

Dans un monde de silence et de soie crissante

De regards veloutés et de caresses ouatées

A présent, tout a été dit

Ou presque

Alors chuuuuuuuut……

.     .     .     .     .

Traductions en anglais / Translations from French into English – droit d’auteur © Professeure Janis A. Mayes. Tous les poèmes – droit de chaque auteur © the respective poetesses

.     .     .     .     .


Véronique Tadjo: “Cocodrilo” / “Crocodile”

Crocodiles at rest

 

Véronique Tadjo (nacido en 1955, Paris/Abidjan, Costa de Marfil)

 

Cocodrilo”

 

.

No es la vida fácil ser un cocodrilo

especialmente si no quiere ser un cocodrilo

El coco que usted puede ver – en la página opuesta* –

no es feliz en su

piel de coco

Era su preferencia

ser diferente

Habría preferido

llamar la atención de

Los niños

y jugar con ellos

Platicar con sus padres

Dar paseos

por la aldea

Excepto, excepto, excepto…

.

Cada vez que sale del agua

Los pescadores

tiran lanzas

Los niños

huyen

Las muchachas

abandonan sus jarros

.

Su vida es

una vida

de soledad y de la pena

Vida sin cuate y sin cariño,

sin ningún lugar a visitar

.

En todas partes – Desconocidos

.

Ese cocodrilo

Vegetariano

Un cocodrilo

y bueno para nada

Un cocodrilo

que se siente un

Horror sagrado de la sangre

.

Por favor:

Escríbale,

Escríbale a:

Cocodrilo Amable,

Caleta número 3,

Cuenca del Rio Níger.

 

.

*La versión original en francés presenta un dibujo hecho por Señora Tadjo.

.

Traducción en español: Alexander Best

 

.     .     .

 

Véronique Tadjo (née en 1955, Paris/Abidjan, Côte d’Ivoire)

Crocodile”

.

Ce n’est pas facile d’être un crocodile

Surtout si on na’a pas envie

D’être un crocodile

Celui que vous voyez

Sur la page opposée

N’est pas bien

Dans sa peau

De croco

il aurait aimé

Etre different

Il aurait aimé

Attirer

Les enfants

Jouer

Avec eux

Converser

avec les parents

Se balader

Dans

Le village

Mais, mais, mais

.

Quand il sort

De l’eau

Les pêcheurs

Lancent des sagaies

Les gamins

Détalent

Les jeunes filles

Abandonnent leurs canaris

.

Sa vie

Est une vie

De solitude

Et de tristesse

.

Sans ami

Sans caresse

Nulle part

Où aller

.

Partout –

Etranger

.

Un crocodile

Crocodile

Végétarien

Et bon à rien

Qui a

Une sainte horreur

Du sang

.

S’il vous plaît

Ecrivez,

Ecrivez à:

Gentil Crocodile,

Baie Numéro 3,

Fleuve Niger.

 

.     .     .

 

Véronique Tadjo (born 1955, Paris/Abidjan, Ivory Coast)

Crocodile”

.

It’s not easy to be a crocodile

Especially if you don’t want

To be a crocodile

The one you see

On the opposite page*

Is not happy

in his croc’s

Skin

He would have liked

To be different

He would have liked

To attract

Children

Play

with them

Talk

With their parents

Walk around

in the village

But, but, but

.

When he comes out

Of the water

Fisherman

Throw spears

Children

Take off

Young girls

Abandon their water jugs

.

His life

Is a life

Of solitude

And sadness

.

Without a friend

Without affection

Nowhere

To go

.

Everywhere

Strangers

.

A Crocodile

Vegetarian

Crocodile

And good for nothing

Who has

A holy horror

Of blood

.

Please

Write,

Write to:

Nice Crocodile,

Bay Number 3,

Niger River.

 

 

.

*The original French-language version of this poem featured a drawing by Tadjo herself of a crocodile.

.     .     .     .     .

 


Three Poets from Chad, DRCongo and Ivory Coast: “…so that the poem that has forever haunted my steps survives” / Trois poètes du Tchad, de la RDCongo et de la Côte d’Ivoire: “…pour la survie du poème qui hante mes pas depuis toujours”

ZP_A Baobab tree in South Africa during the dry season when Baobabs shed their leaves_Un arbre Baobab Za pendant la saison sèche en Afrique du SudZP_A Baobab tree in South Africa during the dry season when they shed their leaves.  Traditionally, the ancient, ruggéd Baobab has served as an informal community meeting place where elders tell stories, the town crier announces startling news, and where conflicts may be resolved through public debate under the invisible eye of the ancestors_Un arbre Baobab Za pendant la saison sèche en Afrique du Sud

.

Three Poets from Chad, DRCongo and Ivory Coast:  

“…so that the poem that has forever haunted my steps survives” / 

Trois poètes du Tchad, de la RDCongo et de la Côte d’Ivoire:

“…pour la survie du poème qui hante mes pas depuis toujours”

.     .     .

Traductions en anglais / Translations from French into English – droit d’auteur / © Patrick Williamson

Tous les poèmes – droit de chaque auteur / © the respective poets

.     .     .

Nimrod Bena Djangrang (born 1959, Chad)

“The Cry of the Bird”

(for Daniel Bourdanné)

.

I wanted to be overcome with silence

I abandoned the woman I love

I closed myself to the bird of hope

That invited me to climb the branches

Of the tree, my double

I created havoc in the space of my garden

I opened up my lands

I found the air that circulates between the panes

Pleasant. I was happy

To be my life’s witch doctor

When the evening rolled out its ghosts

The bird in me awoke again

Its cry spread anguish

In the heart of my kingdom.

.     .     .

Le Cri de l’Oiseau”

(à Daniel Bourdanné)

.

J’ai voulu m’enivrer de silence

J’ai délaissé la femme aimée

Je me suis fermé à l’oiseau de l’espoir

Qui m’invitait à gravir les branches

De l’arbre, mon double

J’ai saccagé l’espace de mon jardin

J’ai ouvert mes terroirs

J’ai trouvé agréable l’air qui circule

Entre les vitres.  Je me suis rejoui

D’être le sorcier de ma vie

Alors que le soir déroulait ses spectres

L’oiseau en moi de nouveau s’est éveillé

Son cri diffusait l’angoisse

Au sein de mon royaume.

.     .     .

Kama Sywor Kamanda (born 1952, Democratic Republic of Congo)

“In the Silence of Hearts”

.

Now you are queen of my kingdom of dreams!

Woman, I am lost in your darkest night

Without a guiding star!

Carried away by your everchanging soul

As on an infinite sea,

I am drowning in the light of your desires:

Your love of its sensual pleasures transfigured me,

And I distanced my life from the shores of solitude.

It is softness in my heart

Nourished by the blood of lovers!

The fears on the flanks of wind are ripening,

I pray for heaven

To protect your life from all suffering,

And the force of love to safeguard your freedom

Wherever honour

Is a requirement of election.

I will cross gulfs of bitterness

To accede to the sun of your pleasure,

And I will attain the highest summits of your slopes

So that the river of all tenderness will flow down

Broadening as it courses its way.

.     .     .

“Dans le Silence des Coeurs”

.

Te voici reine de mon royaume des rêves!

Je me sens, ô femme, perdu en ta profonde nuit

En l’absence de l’étoile du voyageur!

Emporté dans les mouvances de ton âme

Comme dans une mer infinie,

Je me suis noyé dans la lumière de tes desirs:

Ton amour de ses voluptés, m’a transfiguré,

Et j’ai éloigné ma vie des rivages de la solitude.

C’est une douceur dans mon coeur

Nourri du sang des amants!

Les peurs mûrissantes sur les flancs du vent,

Je prie pour que le ciel

Préserve ta vie de toute souffrance,

Et que la force de l’amour sauvegarde ta liberté

Sur toutes les terres où l’honneur

Est une exigence d’election.

Je traverserai les gouffres de l’amertume

Pour accéder au soleil de ta jouissance,

Et j’atteindrai les plus hauts sommets de tes versants

En mesure que s’en ira en s’élargissant

Le fleuve de toutes les tendresses.

.     .     .

“Haunted Houses”

.

Now we have our doubts to cry over.

When identities and years

Become lost in the sands,

Our depressed towns

Smell of roses

Placed on tombstones.

Our houses, haunted

By long periods of solitude

Open up to waves of love,

As abundant as the sea of farewells.

Bitter offerings

People the spheres of our ambitions.

We seek our roots

Like others seek hidden truths.

.     .     .

“Maisons Hantées”

.

Maintenant, nous avons nos doutes pour pleurer.

Quand les identités et les années

Se perdent dans le sable,

Nos villes moroses

Se parfument de roses

Déposées sur les tombes.

Nos maisons hantées

Par de longues solitudes

S’ouvrent aux vagues de l’amour,

Aussi abondantes qu’une mer des adieux.

Les offrandes amères

Peuplent les sphères de nos ambitions.

Nous cherchons nos racines

Comme d’autres des vérités cachées.

.     .     .

Suzanne Tanella Boni (born 1954, Ivory Coast)

Gorée Baobab Island” (four poems)

.

perhaps happiness is so far away

invisible among the tamarind leaves

when my hand brushes the fruit

to share them with spirits laughing at man’s

cruelty to man

.

perhaps the hope in my eyes drags

the future in clouds of dust where I seek

sparks and the dignity of condemned souls

.

when the horizon in the early hours

creates images and silhouettes between sun and sea

you are not here to see my eyes

where you have never seen the humour of the world

.     .     .

with the blessing of the island’s

invisible inhabitants I become alive again

.

as your look is not a poem

but the vast sea that pours infinite pages

at my feet

.     .     .

here too I drank at the source

words covered with mildew

like walls oozing all the sorrows

carved on the doors of time

.

I drank the life source

that gives us memory and the capped path

of days to come

I lost count of the mouthfuls of elixir I drank

so that the poem

that has forever haunted my steps survives

.

tomorrow I will return

to hear you talk to me

again of you and me

.     .     .

here too the sheets where history snoozed

are white and empty

.

the covers of time alone

are green like the last word in the world

when the wind howls

day and night at the gates of chaos

.

then I wrap myself in the words of your look faraway

beyond the sea that separates us infinitely.

ZP_photographie par Finbarr O'Reilly, Reuters_L'île de Gorée est célèbre pour La Maison des Esclaves et La porte du Voyage sans Retour, d'où partaient pour l'ultime voyage les esclaves acheminés vers les plantations d'Amérique.  Gorée Island, just off the coast from Dakar, Senegal, is symbolically famous for the 18th-century House of Slaves with its “portal of sorrow” or “door of no return” which faces the westward Atlantic Ocean where ships with their “human cargo” sailed for the slave-fueled sugar and cotton plantations of The Americas.ZP_photographie par Finbarr O’Reilly, Reuters_L’île de Gorée est célèbre pour La Maison des Esclaves et La porte du Voyage sans Retour, d’où partaient pour l’ultime voyage les esclaves acheminés vers les plantations d’Amérique.  Gorée Island, just off the coast from Dakar, Senegal, is famous for the 18th-century House of Slaves with its “portal of sorrow” or “door of no return” which faces the westward Atlantic Ocean where ships with their “human cargo” sailed for the slave-fueled coffee, cotton and sugar plantations of The Americas.  It is this symbolic “door of no return” which Suzanne Tanella Boni calls the gates of chaos or la porte du chaos (in the French original of her poem).

.

Gorée Île Baobab” (quatre poèmes)

.

peut-être le bonheur est-il si loin

invisible dans les feuilles de tamarinier

quand ma main effleure les fruits

à partager avec les génies riant des cruautés

faites à l’homme par l’homme

.

peut-être l’espérance dans mes yeux traîne-t-elle

l’avenir en nuages de poussières où je cherche

étincelles et dignité des âmes en sursis

.

quand l’horizon au petit matin

dessine images et silhouettes entre soleil et mer

tu n’es pas là pour voir mes yeux

où tu n’a jamais vu l’humeur du monde

.     .     .

avec la bénédiction des habitants

invisibles de l’île ici je revis

car ton regard n’est pas un poème

mais toute la mer qui coule à mes pieds

des pages infinies

.     .     .

ici aussi j’ai bu à la source

des mots couverts de moisissures

comme murs suintant de tous les malheurs

gravés aux portes du temps

.

j’ai bu la source vive

qui nous donne mémoire et chemin majuscule

des jours à venir

j’ai bu je ne sais combien de gorgées élixir

“…pour la survie du poème

qui hante mes pas depuis toujours”

.

demain je reviendrai

entendre ta voix qui me parle

encore de toi et de moi

.     .     .

ici aussi les draps où l’histoire fait la sieste

sont blancs et vides

.

seule la couverture du temps

est verte comme dernière parole du monde

quand le vent tourbillonne

nuit et jour à la porte du chaos

.

alors je m’enroule dans les mots de ton regard horizon

par-delà la mer nous séparant infiniment.

.     .     .     .     .


Jane Kenyon: “Laissons venir le soir” / “Let Evening Come”

ZP_Garçonnet avec une binette_La Zambie_Little boy with hoe_Zambia_photograph copyright BoldtZP_Garçonnet avec une binette_La Zambie_Little boy with hoe_Zambia_photograph © Boldt

.

Jane Kenyon(1947-1995)

Laissons venir le soir”

.

Laissez la lumière de fin de journée
briller à travers les interstices de la grange,

pendant que le soleil descend, bougeant sur les bottes de paille.

Laissez le grillon craqueter
comme une femme prend ses aiguilles
et ses fils. Laissez venir le soir.

Laissez la rosée recueillie sur la houe abandonnée
dans les grandes herbes. Laissez les étoiles apparaître

et la lune divulguer sa corne d’argent.

Laissez le renard revenir à sa tanière de sable.
Laissez le vent s’éteindre. Laissez le hangar
aller vers le noir intérieur . Laissons venir le soir..

Pour la bouteille dans le fossé, à la pelle
dans d’avoine, pour l’air dans les poumons
Laissons venir le soir.

Qu’il vienne, comme il le fera, et n’aies
pas peur. Dieu ne nous laisse pas sans
consolation, laissons venir le soir.

 

.     .     .

 

Jane Kenyon (1947-1995)

Let Evening Come”

.

Let the light of late afternoon

shine through chinks in the barn, moving

up the bales as the sun moves down.

.

Let the cricket take up chafing

as a woman takes up her needles

and her yarn. Let evening come.

.

Let dew collect on the hoe abandoned

in long grass. Let the stars appear

and the moon disclose her silver horn.

.

Let the fox go back to its sandy den.

Let the wind die down. Let the shed

go black inside. Let evening come.

.

To the bottle in the ditch, to the scoop

in the oats, to air in the lung

let evening come.

.

Let it come, as it will, and don’t

be afraid. God does not leave us

comfortless, so let evening come.

 

 

.     .     .

Traduction en français: “ReChab”

Voyez également son site poetique “art et tique et pique” – http://ecritscrisdotcom.wordpress.com

.     .     .     .     .


Les femmes-poètes africaines “griotent” de la Femme et de l’Enfant / African women poets sing, proclaim, and advise about Women and Children

ZP_Femme de La Gambie_Gambian woman

Les femmes-poètes africaines “griotent” de la Femme et de l’Enfant / African women poets sing, proclaim, and advise about Women and Children

.     .     .

 

Berthe-Evelyne Agbo (born 1949, Benin)

My baby doll”

.

My heart so flooded with joy

Dissolves

At the sight

Of your adorable little face.

.

You’re sleeping, little marvel

In your cloth of green embroidery

Your delicately hemmed eyelashes

Resting on your little round cheeks.

.

From the depth of your sleep

You feel my presence;

You woke up, little kitten

And quickly started the game again.

.

So I watch you wiggling,

Ignoring me in your crib,

Arching your back

And yawning out loud.

.

You talk, you raise your arms

You stretch out in your bed.

That’s it: your head lifted

You look at me astonished.

.

Will you pick me up? your squinting eyes ask

Or, will you watch me a while longer?

Will I have to cry first

Before you understand?

.

And my mother’s heart breaks

At the sight of your falling tears

And I hurry to hold you,

You, so warm and stirring with innocence.

.

That’s it: you’re in my arms, cuddled

You babble and caress my cheek.

With a tender touch I turn you in my arms

I hug you, you talk to me.

.

And my heart is flooded with joy.

.     .     .

Ma poupée”

.

Mon coeur chavire de joie,

Tant il fond

A la vue

De ton minois adorable.

.

Tu dors, petite merveille,

Dans tes draps brodés au fil vert,

Tes cils délicatement ourlés,

Posés sur tes joues rondelettes.

.

Du fond de ton sommeil,

tu as senti ma présence;

Tu t’es éveillée, petite chatte,

Et au jeu aussitôt tu t’es mise.

.

Et je te regarde te trémousser

Dans ton berceau, ignorant mon regard,

Tu fais le dos rond

Et tu bâilles à grand bruit.

.

Tu parles, tu lèves les bras

Tu t’étires dans ton lit.

Ça y est: ta tête s’est dressée

Et tu me regardes, étonnée.

.

Vas-tu me prendre? me disent tes yeux bridés,

Ou vas-tu m’observer encore longtemps?

Me faut-il crier d’abord

Avant que tu ne comprennes?

.

Et mon coeur de mère sanglote

A la vue de tes larmes apparues,

Et je me précipite pour te prendres,

Tant tu es chaude et émouvante de candeur.

.

Ça y est: tu es dans mes bras, blottie,

Et déjà tu babilles et me caresses la joue.

Mes bras, d’une caresse, t’entourent,

Je t’embrasses, tu me parles,

.

Et mon coeur chavire de joie.

.     .     .

Edwige Araba Aplogan (born 1955, Benin)

The Child”

.

Child from above

Child from below

Child of forgotten desire

Child of love and mystery

Round child, mad child

Wolf Child

Tortured Child

The child of a newfound dream

.

Of a tomorrow that is coming

for you

for us

for them

.

A tight embrace

Flame

Desire

.

We will ride across deserts

from one adventure to another

from red earth to blue dunes

from fortresses torn from silence

.

We will take over the shore of clear water

from war steps into dance steps

from songs of love and hope

Of life snatched

From the void of the present.

.     .     .

L’enfant”

.

L’enfant d’en haut

L’enfant d’en bas

L’enfant du désir oublié

L’enfant d’amour et de mystère

L’enfant boule, l’enfant fou

L’enfant loup

L’enfant torture

L’enfant d’un rêve retrouvé

.

D’un demain qui s’annonce

pour vous

pour nous

pour eux

.

Une étreinte

Flamme

Désir

.

Nous chevaucherons les déserts

d’aventures en aventures

des terres rouges aux dunes bleues

des forteresses arrachées au silence

.

Nous prendrons la rive d’eau claire

de pas de guerre en pas de danse

de chants d’amour et d’espérance

De vie arrachée

à la béance du présent.

.     .     .

Aminata Athié (born 1960, Senegal)

A Seller of Women”

.

Have you passed by my stall? The seller of women is a man who

knows how to show off his merchandise. You should see him

do his thing or better still hear him: He puts on a show, almost

like magic, a little bit the con-man but terribly charming…In

fact, his pitch was so persuasive that a mob of people hurried to

gather around him. You would have seen the crowd packed in

there. Even I tried to stop, but I was in a hurry…And besides, I

could not myself be a buyer, since you had to have a good pair of

moustaches. As for the merchandise, I am not a lover of antiques:

the piece is so strange that I would risk losing my Pulaar…

Besides, I don’t even know anymore which side of the market his

stall is on. If you were to ask certain people…

.

Sister Soul

White Goose

My dove

My sweet Grave

.

Call her by every name

sweet names, names

of honey, butter, flour

.

names of things to eat

names of things to caress

names of things to trample

Call her by every name

.

The Woman is good to possess

The Woman, pride of the house

.

You must have a woman

She was an angel, the woman

Paradise is paved with good women

.

A woman-heater for winter

Woman-table for the living room

A woman air-conditioner for summer nights

Woman-seed for rainy seasons

.

Cotton-cloth woman

Lemonade-woman

Pomade-woman for bad skin

.

Call her by every name

.

The dry composed candidate

.

Stubborn-statuette woman

Chatterbox-woman

Leech-plump-woman

Hell-on-wheels woman

.

Slap-woman

Talisman-woman

Stallion-woman

.

Call her by every name

.

The woman, good to display

The woman, jewel of the house

.

They come in all shapes

There is one for every taste

.

Golden woman

Gilded woman

Woman-body

Woman-cowry

.

And even a bad-luck woman

And even fossil-woman

.

The Woman, good to console

The Woman, household rubbish

.

I sell the woman, an object

of premium necessity

.

You must have a woman

She was made from the mire – woman

.

She eats

She drinks

She sleeps

Woman is scared

Madame adorns herself

Woman weeps

.

Woman of length

Woman of breadth

Woman of depth.

ZP_Fabric vendor in Lagos, Nigeria

Marchand de Femmes”

.

Etes-vous déjà passé près de mon étal? Le marchand de femmes

est un homme qui sait vanter sa marchandise. Il faut le voir

à l’oeuvre ou plutôt l’écouter: cela tient du spectacle, un peu

comme la magie, un tantinet charlatan mais terriblement

charmeur…En effet, la réclame était si persuasive que bientôt

un tas de gens se pressaient de son côté. Il fallait voir la foule

agglutinée…Moi-même, j’ai tenté de faire un crochet mais

comme j’étais pressée.

…Et puis, cela ne devrait pas me concerner côté acheteur, il

fallait une bonne paire de moustaches. Quant à la marchandise,

je ne suis pas amatrice d’antiquité:  le produit est si curieux que

je risque d’y perdre mon…pular!  D’ailleurs, je ne sais même

plus de quel côté du marché il tient son étal. Si vous demandiez

à certains…

.

Ame soeur

Oie blanche

Ma colombe

ma douce tombe

.

Appelez-la de tous les noms

de noms doux, de noms

sucrés-miel, beurre, farine

.

des noms de choses à manger

des noms de choses à caresser

des noms de choses à fouler aux pieds

Appelez-la de tous les noms

.

La femme est bonne à posséder

La femme, un orgueil de la maison

.

Il faut avoir une femme

C’était un ange, la femme

Le paradis pavé de bonnes femmes

.

Femme-chauffage pour l’hiver

Femme-console pour ton salon

Femme-climatiseur pour nuits d’été

Femme-semence pour l’hivernage

.

Femme-cotonnade

Femme-limonade

Femme-pommade pour peaux malades

.

Appelez-la de tous les noms

.

La candidate-aride-impavide

.

Femme-statuette-têtue

Femme-à-la-langue-trop-pendue

Femme-sangsue-dodue

Femme-enfer-de-fer

.

Femme-taloche

Femme-talisman

Femme-étalon

.

Appelez-la de tous les noms

.

La femme, bonne à exhiber

La femme, bijou de la maison

.

Il y en a de toutes les formes

Vous en avez pour tous les goûts

.

Femme d’or

Femme dorure

Femme-corps

Femme-cauris

.

Et même la femme-mauvais sort

et même la femme fossile

.

La femme, bonne à consoler

La femme, rebut de la maison

.

Je vends la femme, objet

de première nécessité

.

Il faut avoir une femme

C’était de la fange la femme

.

Elle mange

Elle boit

Elle dort

La femme a peur

Madame se pare

La femme pleure

.

Femme en long

Femme en large

Femme en profondeur.

.     .     .

Monique Ilboudo (born 1959, Burkina Faso)

Closed for Inventory”

.

There is nothing to sell today

No smile

No sweet word

No sour word

No sweet and sour word

I am closed

Closed for inventory

.

I am not buying anything today

No crazy laugh

No sweet talk

No sour talk

No sweet and sour talk

I am closed

Closed for inventory

.

The entire store will be inspected today

The empty shelves

The full shelves

The half-full shelves

Everything will be dusted

Everything will be checked

Everything will be rechecked

Everything will be counted

.

Everything will be weighed on a scale

Nothing will be ignored

On the left tray the assets

On the right tray the liabilities

.

Tomorrow if everything isn’t up for grabs

If some energy is left for selling

If she finds her wholeness again

The store will be open again – maybe.

But today there is nothing for sale

Nothing to buy, nothing to grab.

I am closed,

Closed for inventory.

ZP_South African woman_photograph copyright Steve EvansFermée pour inventaire”

.

Il n’y a rien à vendre aujourd’hui

Ni sourire

Ni mot doux

Ni mot aigre

Ni mot aigre-doux

Je suis fermée

Fermée pour inventaire

.

Je n’achète rien aujourd’hui

Ni fou rire

Ni échange de propos doux

Ni échange de propos aigres

Ni échange de propos aigre-doux

Je suis fermée

Fermée pour inventaire

.

Toute la boutique sera visitée aujourd’hui

Les rayons vides

Les rayons pleins

Les rayons à moitié vides

Les rayons à moitié pleins

Tout sera épousseté

Tout sera vu

Tout sera revu

Tout sera compté

Sur une balance tout sera pesé

Rien ne sera lésé

Sur le plateau gauche l’actif

Sur le plateau droit le passif

.

Demain si tout n’est pas à prendre

S’il reste de l’énergie à vendre

Si elle retrouve son bien-être

La boutique rouvrira peut-être

Mais aujourd’hui il n’y a rien à vendre

Rien à acheter rien à prendre

Je suis fermée

Fermée pour inventaire.

.     .     .

Irène Assiba d’Almeida (born 1945, Senegal)

Waves of Pleasure”

.

You will never know

The profound joy

Of a woman

Satisfied

In the innermost depth of her body

After the tender touch

Of her lover

.

Dizzy in ecstasy

Her waist beads

Become song

Swaying with desire

Her whole body

Shivering

Rising over undreamed mountains

Arched with pleasure

She is soon

A sea becalmed

Still drifting

Her “little death” still sumptuously alive

After, long after sleep

After, long after awakeniing

.

You will never know

The profound joy

Of a woman

Satisfied

In the innermost depth of her body

After the tender touch

Of her lover.

.     .     .

Vagues de plaisir”

.

Tu ne sauras jamais

La joie profonde

De la femme

Satisfaite

Au tréfonds de son corps

Après la tendre caresse

De l’amant

.

Dans le vertige de l’extase

Ser perles aux reins

Deviennent chanson

Ondoyante de désir

Tout son corps

Devient frisson

Hissée sur des sommets insoupçonnés

Arc-boutée de plaisir

Elle est bientôt

Mer étale

Et même dans l’abandon

Sa ‘petite mort’ reste somptueusement vivante

Après, bien après le sommeil

Après, bien après le réveil

.

Tu ne sauras jamais

La joie profonde

De la femme

Satisfaite

Au tréfonds de son corps

Après la tendre caresse

De l’amant.

.     .     .

Marie Claire Dati (born 1955, Cameroon)

Jubilation”

.

The Good Lord made me a woman

A silken feather soothing life

Spicy islands drunken escape

A tangerine woman, a fruit-juice woman

Woman a tear, woman a pout

And a savannah and a spring and a bamboo and colours

That fall silent in a single hymn

While a hundred moving fires a thousand lights

Bathe the choruses of the miracle world

.

Woman! Nothing. But Woman, the Good Lord made me

Everything

Firefly of the volcanoes infernal rosebush

Melody in the night of the wanderer

Avowing angelic serenades woman

Fireworks woman

Woman doe of a virile prestige

Woman hope of children

Woman arranger of time

And a savannah and a spring and a bamboo and colours

That melt into the peacful sky of my soul

Tasting of the voluptuous spasms

That my heart, O Grace, speechless with plenitude

Adores in the secret of endless joy.

.     .     .

Jubilation”

.

Le Bon Dieu m’a faite femme

Plume de soie berce vie

Piquantes îles évasion ivresse

Femme mandarine, femme jus de fruits

Femme une larme femme une moue

Et savane et printemps et bambou et couleurs

Se taisent en un hymne unique

Quand cent feux fluides mille lumières

Baignent le monde à miracle les choeurs.

.

Femme! Rien. Mais Femme, le Bon Dieu m’a faite

Tout

Luciole des volcans rosier infernal

Mélodie dans la nuit du promeneur

Femme aveux des sérénades d’anges

Femme feu d’artifice

Femme biche du prestige viril

Femme espérance des enfants

Femme ordre du temps

Et savane et printemps et bambou et couleurs

Se scellent en un ciel de paix dans mon âme

Goûtant aux spasmes voluptueux

Que mon coeur, ô grâce, muet de plénitude

Dans le secret des joies sans borne, adore.

.     .     .

Madeleine de Lallé (born 1955, Burkina Faso)

Man”

.

When I came of age

And tradition dictated I should marry

My father took me aside one evening

And confided this to me:

“When you can listen to a man

Insult you without saying a word

And without being upset

Then come and tell me you are getting married:

Man is a feeble being

Who cannot admit he is so.

When he becomes angry

His ears withdraw

From the mouth that reasons with him.

Let him say what he wants to say,

And caress him where you can.

When he calms down and

Comes back to your arms

Embrace him as if he is your prize,

Soothe him as best you can

– He recognizes the mother in you.

And that makes him feel like a man.”

.     .     .

L’homme”

.

Quand j’eus l’âge de raison,

Et que la coutume voulut que je me marie,

Mon père me retint un soir

Et me confia ceci:

“Quand tu pourras écouter un homme

T’insulter sans mot dire,

Et sans t’émouvoir,

Viens alors me dire que tu te maries:

L’homme est un être faible

Qui n’admet pas qu’on le lui montre.

Quand il se met en colère,

Ses oreilles s’éloignent

De la bouche qui le raisonne.

Laisse-le dire ce qu’il veut,

Et caresse-le où tu peux.

Quand il se calmera et

Qu’il reviendra dans tes bras,

Serre-le comme ton bien,

Berce-le comme il faut.

Il reconnaît alors en toi la mère.

Et c’est ainsi qu’il se sent homme.”

.     .     .

Ndèye Coumba Mbengue Diakhaté (1924-2001, Senegal)

Seasons of Life”

.

That morning she stepped out as if she were flying

Her boubou* of muslin was spread out like wings!

Her feet barely touched the ground:

Because, finally, that morning she was to be married.

.

At noontime, she was walking steadily, quickly ahead

Her boubou of cotton was clinging with sweat

The children, the housework and her husband waited

For a mother, a wife, what turmoil in a house!

.

In the evening she set off, heavy on her feet

Her faded boubou made her look even more stooped.

The worry, the torture, and the years had passed;

Then the grown children had left her.

.

In the night she kept watch near the dying fire

Like her husband, the old man, had done one evening.

Alone in the world! In the night telling her beads

And the hours that follow each other foretelling the end.

.

*boubou – a large dress resembling a tunic or caftan

ZP_African Dad and his toddler

Saisons de la vie”

.

Elle allait ce matin, on eût dit qu’elle volait;

Son boubou de mousseline lui faisait comme des ailes!

Ses pieds si légers effleuraient le sentier:

Car enfin ce matin elle allait se marier.

.

Elle marchait ce midi d’un pas ferme et pressé;

Son boubou de coton, de sueur lui collait;

Les enfants, le ménage, et son homme qui attend:

Pour une mère, une épouse, quel tracas qu’une maison!

.

Elle partait dans le soir, en pesant sur ses pas;

Son boubou délavé la faisait plus voûtée:

Les soucis, les tortures, et les ans ont passé;

Les enfants à leur tour, une fois grands, l’ont quittée.

.

Elle veillait dans la nuit, près du feu qui se meurt,

Comme un soir l’avait fait son vieil homme de mari.

Seule au monde! Dans le noir, égrenant son chapelet,

Et les heures qui se suivent, annonçant la dernière.

.     .     .

Griot of My Race”

.

I am the griot of my race

Poet, troubadour

I loudly sing of my race, my blood

That proclaims who I am

.

I am…ebony wood

Not consumed by the slow fire of lies

I am…the red laterite of the fierce blood of my ancestors.

I am…the virgin wilderness

The kingdom of howling monkeys

.

Not the Negre from troubled neighbourhoods

Relegated to fetid mire, the clinging soot

There, in the grey city, that crushes, that kills.

.

I am…the one you ignore

The sunlight without illusion, not the hypocritical neon.

I am…the calm moonlight, complicit in nocturnal love games

I am the blood that gallops, rearing with impatience

In the maze of my arteries

I am the one you ignore

I spit on your vile spirit.

.

And watch how I break the chains

And the lie of silence

That you hurled at me.

.     .     .

Griot de ma race”

.

Je suis le griot de ma race:

Poète, troubadour;

Je chante très haut ma race, mon sang,

Qui clame qui je suis.

.

Je suis…bois d’ébène,

Que ne consume le feu lent du mensonge.

Je suis…la latérite rouge du sang farouche de mes ancêtres.

Je suis…la brousse inviolée,

Royaume des singes hurleurs

.

Pas le Nègre des bas quartiers,

Relégué dans la fange fétide, la suie qui colle;

Là-bas, dans la ville grise, qui accable, qui tue.

.

Je suis…qui tu ignores:

Soleil sans leurre; pas le néon hypocrite.

Je suis…le clair de lune serein, complice des ébats nocturnes

Je suis le sang qui galope, se cabre d’impatience

Dans le dédale de mes artères.

Je suis qui tu ignores.

Je crache sur l’esprit immonde.

.

Et voici que je romps les chaînes,

Et le silence menteur

Que tu jetas sur moi.

.     .     .

Cécile-Ivelyse Diamonéka (born 1940, Congo)

For Karim”

.

I saw him

Forgotten by everyone

Including me

I saw him

On the highway

Hoping to be crushed into it

And melt into nothingness

Everyone

Cried as one:

He is lost! He is done!

Good for prison

For life in prison

And the rest of us, well-off

By the tens and hundreds,

We had seen in him the essential evil

Delinquent

Habitual criminal

Murderer

And no-one said

A little love

A little sunshing

A little chance for happiness

Like all the children on Earth.

We fled from him as from the fatal plague

Of Oran…

Still, by the light of the moon,

We cried out together

We love children!

Long live The Year of the Child!

ZP_Two Nigerian children_photograph copyright G.K. Sholanke

A Karim”

.

Je l’ai vu

Moi aussi

Oublié de tous

Je l’ai vu

Sur le macadam

Comptant s’y faire broyer

Et s’y fondre dans le néant

Tout le monde

D’un seul cri:

Il est perdu! Il est fini!

Bon pour la prison

La prison à vie

Et nous tous, bien portants

A dix, à cent

Nous avons vu en lui le mal en être

Déliquant

Récidiviste

Assassin

Et personne n’a dit:

Un peu d’amour

Un peu de soleil

Une chance de bonheur

Comme tous les enfants de la Terre

Nous l’avons fui en peste mortelle

D’Oran

Pourtant, au clair de lune

Nous avons crié en choeur:

Nous aimons les enfants!

Vive l’Année de l’Enfant!

.     .     .

Colette Houéto (born 1939, Benin)

Women, Tell Us”

(For women of all races)

.

Unspeakable silence

Imcomprehensible speech

From all these women

Meeting one day at the conference

Of our commonality.

.

Women, tell us

You who know

The water, the air and the wind

The naked hearts

For you who desire

The flame of a candle.

Why space and repose

Don’t have the same feeling

In the pathways of your bodies.

Tell us, you who give

The beginning and the longing

The pleasure and the essence

Why from our freedoms

The night is born

.

And here it is that the silence alienated for so long

Seizes speech in the name of a manifesto

Of all women

Rising

.

Why why do you demand

Artificial paradises, men!

Well then, listen

One last time

Like the wretched

Of the earth

Our hearts are filled with your treason

Exasperated by your beautiful vileness

By your fugitive “I love yous”

Tired of the clever architecture

Of your piecemeal speeches.

We are coming now at dawn

To propose a new pact.

.

Let us be the artisans of Renaissance

Of newborn Common Knowledge

And of Recognition

Today as one

Let us cheer with our watery eyes

The fragrant dance of

Our cactus flowers

Let us go

Let us find again the familiar ways

Of our streets

Of our fields

Of our factory pavements

Let us intertwine our hands our thoughts

Our doubts our intuitions

And our affirmed desires.

Then on the wet grasses

Beneath the blossoming

Cailcidrat trees of our valleys

Let us reclaim time

And re-create the history

Of our future works

With the living milk of the seed

And the patience of the roots of light.

.     .     .

Dites-nous, femmes”

(A toutes les races de femmes)

.

Silence inexprimable,

Parole indéchiffrable

De toutes ces femmes

Un jour rencontrées au confluent

Du partage.

.

Dites-nous femmes

Qui savez

L’eau, l’air et le vent

Les coeurs mis à nu

Pour vous qui voulez

La flamme d’une chandelle

Pourquoi l’espace et le repos

N’ont pas le même goût

Sur les sentiers de votre corps

Dites-nous vous qui donnez

L’origine et la faim

Le plaisir et l’essence

Pourquoi nos libertés

Enfantent la nuit.

.

Et voici que le silence longtemps aliéné

Prend la parole au nom du manifeste

De toutes les femmes

Debout

.

Pourquoi pourquoi demandez-vous

Hommes des paradis artificiels

Et bien écoutez donc

Une dernière fois

Semblables aux parias

De la terre

Nos coeurs gorgés de vos trahisons

Exaspérés du bel immonde

De vos “je t’aime” fugitifs

Las des architectures sournoises

De vos discours en miettes

Viennent au point du jour maintenant

Proposer un nouveau pacte.

.

Soyons les artisans de Renaissance

De Co-naissance

Et de Reconnaissance

Ensemble aujourd’hui

Saluons d’un même regard mouillé

La danse parfumée des fleurs

De nos cactus

Partons

Retrouvons les parcours familiers

De nos rues

De nos champs

De nos trottoirs d’usines

Echangeons nos mains nos pensées

Nos doutes nos intuitions

Et nos désirs assumés

Puis sur les herbes humides

Sous les frondaisons épanouies

Des Caïlcédrats de nos vallées

Apprivoisons le temps

Et recréons l’histoire

De nos oeuvres d’avenir

Avec la sève vive de la graine

Et la patience des racines de lumière.

.     .     .

Werewere Liking (born 1950, Cameroon)

Lend me your Body”

.

He said to her:

Lend me your body, mother of life,

Let it be a covering, a shield

Against the coldness of my solitude,

Against my fragility, my timidity,

Against the fear that slows my action.

.

Lend me your body, woman of my life,

Your body like a pedestal, like a costume,

And I will perform my acts of life –

Like my seed in the space of your loins

– my acts for you – like a beautiful dance.

.

Lend me your body with your heart that inflames me,

Your heart that implicates me, that calls to my soul

Do not deny it – I can no longer sleep with your cries of silence.

Lend me your body that walks as if dancing,

Say Yes – and let life become a rhythm to us.

.     .     .

Prête-moi ton corps”

.

Il lui avait dit:

Prête-moi ton corps, mère de la vie

Comme une couverture, un bouclier

Contre le froid de ma solitude

Contre ma fragilité, ma timidité

Contre la peur qui me freine l’activité.

.

Prête-moi ton corps, femme de ma vie

Ton corps comme un socle, un habit

Et je poserai mes actes dans la vie

Comme au creux de tes reins ma semence

Mes actes pour toi, comme une belle danse.

.

Prête-moi ton corps avec ton coeur qui m’enflamme

Ton coeur qui m’implique, qui en appelle à mon âme

Ne le nie pas, je ne dors plus des cris de ton silence

Prête-moi ton corps qui marche comme on danse

Dis-moi Oui, et que la vie nous devienne une cadence.

.     .     .

Fatou Sonko (Senegal)

My favourite Toy”

.

My doll of yesterday is now real

She is as alive as I am

Pretty baby breathing health

Your tranquility disquiets me

Your tears sadden me

Your laughter relieves me

My favourite toy

Your joy engrosses me

I love when your feet row through the joyful air

The moving of your small rose hands turns your bath

Ecstatic

Your miniscule nose represents your innocence

Your are all gentleness when you sleep with your fists closed

Your whole body is life in miniature.

ZP_African mother with her toddler

Mon jouet préféré”

.

Ma poupée d’hier est devenue réelle

Elle est aussi vivante que moi

Joli bébé respirant la santé

Ta tranquillité m’inquiète

Tes pleurs m’attristent

Tes rires me soulagent

Mon jouet préféré

Ta joie me préoccupe

J’aime quand tes pieds rament l’air rempli d’allégresse

Le mouvement de tes petites mains roses rend ton bain

Euphorique

Ton nez minuscule symbolise ton innocence

Tu es tout doux quand tu dors les poings fermés

Ton corps tout entier est la vie en miniature.

.     .     .

Fatou Ndiaye Sow (1956-2004, Senegal)

Lullaby”

.

Ey Sama Neene Tutti! *

If you dry your tears

I will sing you a song

Of the wonders of the Universe

Ey Sama Neene

If you dry your tears

I will carry you in a pagne

Woven out of sun rays

Ey Sama Neene

If you dry your tears

I will give you a bouquet of stars

To find again your smile at dawn

Ey Sama Neene!

Aayoo Beyo Beyo

Aayoo…

.

* “Hush, my little baby!”

.     .     .

Berceuse”

.

Eye Sama Néné Touty!

Si tu sèches tes larmes

Je te ferai un berceau

Des merveilles de l’Univers

Eye Sama Néné

Si tu sèches tes larmes

Je te porterai dans un pagne

Tissé de rayons de soleil

Eye Sama Néné

Si tu sèches tes larmes

Je t’offrirai un bouquet d’étoiles

Pour retrouver ton sourire aurore

Eye Sama Néné!

Ayo Béyo Béyo

Ayo…

.     .     .

Orthense Tiendrébéogo (Guinea)

I would like to be a Griot”

.

I would like to be a griot,

To make words dance,

Modulate them on my tongue,

And make them slip across my lips;

Recapture them in the air,

To melt them again, explode them,

Polish them, caress them and make them soar.

.

I would like to be a griot, and with a loud voice

Smash the silence of the night,

Hammer on the sleeping conscience,

Shake off the obscuring veils,

Open a fissure

That would let the light escape

And keep the eyes awake.

.

I do not want to be the griot

Of the King, the Strong, the Rich,

Nor of any Power…

.

I would like to be a griot,

To be involved

Only in what fashions a human being.

.     .     .

Je voudrais étre griot”

.

Je voudrais être griot,

Pour faire danser les mots,

Les moduler sur ma langue,

Et les faire glisser sur me lèvres;

Les reprendre dans l’air,

Pour les refondre, les éclater,

Les polir, les caresser et les faire voler.

.

Je voudrais être griot, et d’une voix forte

Rompre le silence de la nuit,

Marteler les consciences endormies,

Secouer les voiles obscurcissants,

Créer une fissure

Qui laisse passer la lumière,

Et maintenir les yeux éveillés.

.

Je ne voudrais être griot

Ni du Roi, ni du Fort, ni du Riche,

D’aucune Puissance…

.

Je voudrais être griot,

Pour ne m’intéresser

Qu’à ce qui construit l’homme.

.     .     .     .     .

Photographs:

Femme de la Gambie_Gambian woman

Fabric vendor_Lagos, Nigeria

South African woman_photograph © Steve Evans

Father with his toddler

Two Nigerian children_photograph © G. K. Sholanke

Mother with her toddler

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Traductions en anglais / Translations from French into English – droit d’auteur © Professeure Janis A. Mayes.  Tous les poèmes – droit de chaque auteur © the respective poetesses

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“Je m’en vais…me retrouver”: Quatre Poètes Africains – et une Martiniquaise

Afrofest in Toronto_25th anniversary_July 7th 2013 C_photograph © Elisabeth Springate

Ozoua Soyinka   (Poétesse martiniquaise)

“Afrique, douceur musicale”

.

Comment puis-je rester insensible

À la musique de la terre mère,

À la musique de mes racines?

Elle est bienfaisante et mélodieuse

Ses accords sont harmonie et symphonie à mon coeur

Je me sens revivre

Revivre et renaître à la fois.

Je frémis jusqu’au fond de mes tripes,

Je vibre à l’écoute de ses paroles,

Paroles non comprises pourtant.

Elle me parle et me touche profondément

M’apportant quelques instants de bonheur.

Que je n’oublierai jamais.

.     .     .

“Belle, ô belle africaine”

.

Je te vois belle ô belle Africaine

Onduler sous ton pagne

Marchant d’un pas leste

Courant presque

Où vas-tu?

.

Mais où vas-tu donc?

Je m’en vais vers mon village

Le village de mes aïeux

Je m’en vais m’imprégner

De ma culture, de mon histoire.

.

Je m’en vais écouter les anciens

M’instruire de leur savoir et de leur sagesse

Je m’en vais manger le foufou et le foutou

Je m’en vais par les sentiers

Retrouver ce qu’il y a

De plus profond en moi.

Je m’en vais…

Me retrouver.

Afrofest in Toronto_25th anniversary_July 7th 2013 B_photograph © Elisabeth Springate

Thierry Manirambona   (Burundais, né en 1982 au Rwanda)

“De mon tamtam”

.

de mon tamtam, je fais la guerre aux fausses couches:

un souvenir abortif d’une bague incolore

qui, pendant des épopées de chagrin,

enfermait prisonnière toute une vie de femme

dans des tourments sans fin:

les fausses couches

des flammes qui s’éteignent à petites flammes

des batailles de mémoires

contre des obsessions immobiles

un essaim longtemps enfermé dans une ruche empoisonnée

un essaim qui s’affranchit et se dresse en totem de délivrance.

.     .     .

Toussaint Kafarhire Murhula   (né en 1973, République Démocratique du Congo)

“De l’autre côté du mur”

.

De l’autre côté du mur,

Mon passé, ma religion, mes dieux!

De l’autre côté du mur

Mon histoire niée; annihilée

Prisonnier du présent,

Bâtard culturel,

Orphelin

.

De l’autre côté  du mur,

Plus des contes chantés

Les saisons immémoriales ont fané

Le mur géant de l’imaginaire accepté

Se dresse infranchissable!

Ceux qui ont tenté de l’escalader

Embrasser de vue l’horizon de la liberté

Sont tous tombés de vertige,

Mort nette,

suicide!

.

Le passé noir est un trou béant

Ne regardez plus du côté du mur

Sortilèges et malédictions l’entourent

.

Pourtant de l’autre côté  du mur,

Irresistible attraction des couleurs

Des odeurs et des senteurs sauvages

De l’autre côté du mur

Mon identité niée m’appelle,

Et me rappelle,

C’est aussi l’autre Afrique

Que je dois inventer avec fierté.

Afrofest_25th anniversary July 2013_photo copyright Elisabeth Springate

Viviane Lamarlère   (née en 1956, Côte d’Ivoire)

“Tombée du jour à Yaoundé”

.

Quand mon entendre allait

aux patiences du ciel,

fruitées, blanches, qui luttent

je sentais,

de vert en vert emportant les collines

en peur, le temps glisser.

Quelques enfants riaient sous l’odeur encore vive

qui remontait la rue

épices métissées

orages étouffés.

.

Toutes proches

des voix baignées dans l’eau de tombe.

.

À l’heure dite,

la nuit comme une écharde subite.

.

Plus lents alors les bruits,

plus sourds les gestes ouvrant d’ombre

un temple surgi des arbres.

.

Paroles étirées

comme des berges sombres

.

Les heures nous renonçaient.

.     .     .

Amadou Elimane Kane   (Sénégal)

“Cité Africaine de la Renaissance”

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Je songe à la Renaissance

Debout comme un ciel perlé de soleil

Dans l’allée des flamboyants

Frissonnant dans l’espérance

Regardant ces enfants à mes enfants

Si je songe au passé

O mémoire, souviens-toi

Ta lumière arrive

Un nouveau jour va venir

Et ce sera l’espérance

Ô mémoire, souviens-toi

Que j’appartiens

Au continent des flamboyants

De la Renaissance!

.     .     .     .     .

© Tous les droits des auteurs de ces textes sont réservés.

Nous remerciions à ELISABETH SPRINGATE pour ses photographies du festival de la musique panafricaine à Toronto, Canada – Afrofest (7 juillet 2013).

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Melvin Dixon as translator: a handful of “love letter” poems by Léopold Sédar Senghor

Melvin Dixon in 1988_photograph from the collection of the New York Public Library

.

Léopold Sédar Senghor (1906 – 2001)

What are you doing?”

.

“What are you doing? What are you thinking about? And of whom?”

This is your question and yours alone.

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Nothing is more melodious than the one-hundred-metre runner

Whose arms and long legs are pistons of polished olive.

.

Nothing is more solid than the nude bust in the triangular

Harmony of Kaya-Magan flashing his thunderous charm.

.

If I swim like a dolphin in the South Wind,

If I walk in the sand like a dromedary, it is for you.

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I am not the king of Ghana, or a hundred-metre runner.

Then will you still write to me, “What are you doing?”…

.

For I am not thinking – my eyes drink the blue rhythmically –

Except of you, like the wild black duck with the white belly.

.     .     .

Que fais tu?”

.

“Que fais tu? A quoi penses-tu? A qui?”

C’est ta question et ta question.

Rien n’est plus mélodieux que le coureur de cent mètres

Que les bras et les jambes longues, comme les pistons d’olive polis.

.

Rien n’est plus stable que le buste nu, triangle harmonie du Kaya-Magan

Et décochant le charme de sa foudre.

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Si je nage comme le dauphin, debout le Vent du Sud

C’est pour toi si je marche dans le sable, comme le dromadaire.

.

Je ne suis pas roi du Ghana, ni coureur de cent mètres.

Or tu ne m’écriras plus “Que fais tu?”…

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Car je ne pense pas, mes yeux boivent le bleu, rythmiques

Sinon à toi, comme le noir canard sauvage au ventre blanc.

.     .     .

Your letter on the bed”

.

Your letter on the bed and under the fragrant lamp,

Blue as the new shirt the young man smooths out as he hums,

Like the sky and sea, and my dream your letter.

And the sea has its salt, and air has milk, bread, rice,

I mean its salt. Life contains its sap and the earth

Its meaning. God’s meaning and movements.

Without your letter, life would not be life,

Your lips, my salt and sun, my fresh air and my snow.

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Ta lettre sur le drap”

.

Ta lettre sur le drap, sous la lampe odorante

Bleue comme la chemise neuve que lisse le jeune homme

En chantonnant, comme le ciel et la mer et mon rêve

Ta letter. Et la mer a son sel, et l’air le lait le pain le riz,

Je dis son sel.

La vie contient sa sève, et la terre son sens

Le sens de Dieu et son mouvement.

Ta lettre sans quoi la vie ne serait pas vie

Tes lèvres mon sel mon soleil, mon air frais et ma neige.

.     .     .

My greeting”

.

My greeting is like a clear wing

To tell you this:

At the end of the first sleep, after reading your letter,

In the shadows and swamps, at the bottom of the poto-poto of anguish

And impasse, in the rolling stream of my dead dreams,

Like heads of children in the lost River,

I had only three choices: work, debauchery, or suicide.

.

I chose a fourth, to drink your eyes as I remember them

The golden sun on the white dew, my tender lawn.

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Guess why I don’t know why.

.     .     .

Mon salut”

.

Mon salut comme une aile claire

Pour te dire ceci:

A la fin du premier sommeil, après ta lettre, dans la ténèbre et le poto-poto

Au fond des fondrières des angoisses des impasses, dans le courant roulant

Des rêves morts, comme des têtes d’enfants le Fleuve perdu

Je n’avais que trois choix: le travail la débauche ou le suicide.

.

J’ai choisi quatrième, de boire tes yeux souvenir

Soleil d’or sur la rosée blanche, mon gazon tendre.

.

Devine pourquoi je ne sais pourquoi.

.     .     .

The new sun greets me”

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The new sun greets me on my bed,

The light of your letter and all the morning sounds,

The metallic cries of blackbirds, the gonolek bells,

Your smile on the lawn, on the splendid dew.

.

In the innocent light thousands of dragonflies

And crickets, like huge bees with golden-black wings

And like helicopters turning gracefully and calmly

On the limpid beach, the gold and black Tramiae basilares,

I say the dance of the princesses of Mali.

.

Here I am looking for you on the trail of tiger cats

Your scent always your scent, more exalting than the smell

Of lilies lifting from the bush humming with thorns.

Your fragrant neck guides me, your scent aroused by Africa

When my shepherd feet trample the wild mint.

At the end of the test and the season, at the bottom

Of the gulf, God! may I find again your voice

And your fragrance of vibrating light.

.     .     .

Le salut du jeune soleil”

.

Le salut du jeune soleil

Sur mon lit, la lumière de ta lettre

Tous les bruits que fusent du matin

Les cris métalliques des merles, les clochettes des gonoleks

Ton sourire sur le gazon, sur la rosée splendide.

.

Dans la lumière innocente, des milliers de libellules

Des frisselants, comme de grandes abeilles d’or ailes noires

Et comme des hélicoptères aux virages de grâce et de douceur

Sur la plage limpide, or et noir les Tramiae basilares

Je dis la danse des princesses du Mali.

.

Me voici à ta quête, sur le sentier des chats-tigres.

Ton parfum toujours ton parfum, de la brousse bourdonnant des buissons

Plus exaltant que l’odeur du lys dans sa surrection.

Me guide ta gorge odorante, ton parfum levé par l’Afrique

Quand sous mes pieds de berger, je foule les menthes sauvages.

Au bout de l’épreuve et de la saison, au fond du gouffre

Dieu! que je te retrouve, retrouve ta voix, ta fragrance de lumière vibrante.

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Kaya-Magan – one of the emperor’s titles in an old dynasty of Mali

poto-poto – “mud”, in the Wolof language

gonolek – a bird common to Senegal

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The above poems first appeared in Senghor’s Lettres d’Hivernage (Letters in the Season of Hivernage), published in 1972.  They were written during brief quiet moments alone by a busy middle-aged man who was the first President of the new Republic of Senegal (1960 to 1980) but who’d also been a poet in print since 1945 (Chants d’Ombre/Shadow Songs).  The poems are addressed to Senghor’s second wife, Colette Hubert;  the couple was often apart for weeks at a time.

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Melvin Dixon (1950 to 1992) was an American novelist, poet, and Literature professor.  He translated from French into English the bulk of Senghor’s poetic oeuvre, including “lost” poems, and this work was published in 1991 as The Collected Poetry by Léopold Sédar Senghor.  Justin A. Joyce and Dwight A. McBride, editors of A Melvin Dixon Critical Reader (2006), have written of Dixon:  “Over the course of his brief career he became an important critical voice for African-American scholarship as well as a widely read chronicler of the African-American gay experience.”  They also noted Dixon’s ability to “synthesize criticism, activism, and art.”  His poetry collections included Change of Territory (1983) and Love’s Instruments (1995, posthumous) and his novels:  Trouble the Water (1989) and Vanishing Rooms (1990).

In his Introduction to his volume of Senghor’s Collected Poetry Dixon writes:  “Translating Senghor has provided an opportunity for me to bring together much of what I have learned over the years about francophone literature and how my own poetry has been inspired in part by the geography and history of Senegal.”

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Nous connaissons le secret de la petite épinette / We know the secret of the little spruce: poèmes d’une Aînée Crie / poems of a Cree Elder

.

Margaret Sam-Cromarty (née à l’île Fort George, La baie James, Québec, 1936)

“Un étranger très élégant”

.

Un jour, dans un village nordique,

tout le monde se préparait

en vue du départ

pour la chasse printanière.

Vers le début de la soirée,

les enfants en train de jouer ont commencé à crier:

“Nous voyons venir un étranger.

Il est bien habillé.”

.

En effet, l’étranger était saisissant.

Personne ne semblait le connaître.

Les jeunes filles tournaient autour de lui…

les mouches aussi.

.

On l’invita à l’intérieur de la tente.

La chaleur du feu de camp

mit l’étranger mal à l’aise.

Tout le monde se demandait pourquoi.

.

Souriant aux jeunes filles,

il sortit prendre l’air.

Une mauvaise odeur flottait derrière lui

et les mouches lui bourdonnaient tout autour.

.

Les jeunes filles voulaient qu’il reste

mais il est parti comme il était venu.

Bientôt il disparut,

laissant les jeunes filles à leur tristesse.

.

L’une d’entre elles suivit ses traces

qui la menèrent à un tas de fumier.

La chaleur avait fait fondre l’étranger.

Les mouches bourdonnaient et chantaient:

“Merde et vielles guenilles,

merde et vielles guenilles,

s’étaient changées en homme!”

.     .     .

“The Handsome Stranger”

.

Once in a northern village

people were making ready

to move away

for the spring hunt.

.

Now it was towards evening

when children at play began to shout

“We see a stranger coming.

He is smartly dressed.”

Indeed the stranger was striking.

No one seemed to know him.

The young girls hung around him.

So did the flies.

.

He was invited inside the tent.

The heat from the campfire

made the stranger uncomfortable.

Everyone wondered why.

.

Smiling at the girls

he went outside for the air.

The stranger left a wave of smell

and buzzing flies behind.

.

The young girls wanted him to stay

but he left the way he came.

Soon he disappeared,

leaving the girls sad.

.

One of them followed his tracks

until they led to manure.

He had melted from the heat.

Flies buzzing around sang:

“Shit and old rags,

shit and old rags,

turned himself into a man.”

.     .     .

“Un garçon”

.

Des cheveux noirs comme du jais

qu’il avait de naissance,

Des yeux noirs

qui brillaient d’un amour chaleureux.

.

De mains fines,

de bonnes mains de musicien.

Ce garçon a découvert

que grandir était douloureux.

.

Il préférait attraper des grenouilles,

taquiner sa soeur,

serrer ses bras

autour de sa mère.

.

Il a grandi,

aussi grand qu’un arbre.

Une personne gentille,

ce garçon qui est le mien!

.     .     .

“Boy”

.

His jet black hair

he had from birth

His dark eyes

flashed loving warmth

.

His fine shaped hands

right for a musician

This boy who found

Growing up a pain

.

He’d rather catch frogs

tease his sister

Throw his arms

around his mother

.

He has grown

tall as a tree

A gentle person

this boy of mine

.     .     .

“Une fille”

.

Une fille aux yeux noirs et brillants,

au sourire doux et timide,

à la peau fine cuivrée,

qui n’a pas besoin du soleil d’été.

.

Elle avait

de longs cheveux d’ébène.

Plusieurs étaient d’accord:

elle était belle.

.

C’était le vent.

C’était le ciel.

C’était ma fille…

Mary.

.     .    .

“Girl”

.

A girl her dark eyes bright

Her smile shy and sweet

Her fine copper skin

needs no summer sun

.

She was blessed

with long raven hair

many agreed

she was fair

.

She was wind

She was sky

She was my daughter

Mary

.     .     .

“Maman”

.

Une mère

passe à travers

les rejets, les dépressions,

la solitude et les critiques.

.

C’est une femme courageuse

douée d’un humour fin.

Une créature qu’on appelle

Maman.

.     .     .

“Mother”

.

A mother

goes through

rejections, depressions

.

Loneliness and criticism

.

A courageous woman

with gentle humour,

a creature known as

Mother

.     .     .

“Maris et Femmes”

.

Le mari est le ciel

et la femme le nuage.

.

Parfois le ciel

apporte le vent

et le nuage une pluie rafraîchissante.

.

Parfois les nuages

se regroupent

et apportent orages et vents.

Maris et femmes font de même.

.

Maris et femmes dérivent séparément

comme les nuages le font parfois.

Mais au milieu de nuages gris,

jaillit le ciel bleu clair.

.

Comme les nuages se rassemblent

pour former le temps,

ainsi font maris et femmes

pour mener leurs vies.

.

Les anneaux autour du soleil

nous rappellent le mauvais temps.

Les anneaux du mari et de la femme

scellent un amour infini.

.     .     .

“Husbands and Wives”

.

Husband is the sky

a wife the cloud

.

Sometimes the sky

brings wind,

the cloud a refreshing rain

.

Sometimes the clouds

form to gather

It brings storms and winds

Husbands and wives do the same

.

Husbands and wives drift apart

like clouds sometimes do

But between the greyish clouds

burst bright blue skies

.

As the clouds come to gather

to create our weather

So do husbands and wives

carry on with their lives

.

The rings around the sun

remind us of bad weather

The rings of husbands and wives

shield a love forever

.     .     .

“La gentillesse”

.

La gentillesse, c’est faire cuire de la banic,

mélanger la farine et la levure.

Il faut y mettre de l’eau.

.

Pour faire une bonne banic,

on y ajoute de l’huile.

Dans nos vies,

on a besoin de la gentillesse.

.

La gentillesse est comme les graines.

Beaucoup se perdent.

Pas de graine,

Pas de gentillesse.

.     .     .

“Kindness”

.

Kindness is baking bannock

blending flour, baking powder

It’s natural to put water

.

A good bannock

oil is added

In our lives

kindness is needed

.

Kindness is like grain

many are lost

without grain

without kindness

.     .     .

“La Paix”

.

Trouvez la paix dans le silence,

le silence qui règne ici.

Le vent froid

purifie la terre.

.

La splendeur.

Il n’y a pas de terreur.

Des tiges de plantes séchées se tiennent

bien droites.

.

Écoutez le vent impétueux.

Regardez les sentiers blancs, les grands cercles,

la rivière tranquille,

le ciel, bon et puissant.

.     .     .

“Peace”

.

Find peace in silence

Silence it reigns here

The cold wind

Purifies the land

.

The splendour

There is no terror

Stalks of dried plants stand

upright

.

Hear the rushing wind

See the white paths, the wide circles

A quiet river,

the sky, bold and good.

.     .     .     .     .

Quelques pensées de la poétesse:

Mon père et ma mère étaient des Cris.  Ils vivaient à la baie James.  C’est là que je suis née, dans le village de l’île Fort George, où la rivière La Grande se jette dans la baie James.  J’ai appris à parler et à écrire l’anglais.  Les Cris sont des chasseurs et des trappeurs…Nous comprenons les animaux et les oiseaux…Nous connaissons le secret de la petite épinette…Et nous écoutons nos frères et soeurs comme nos Aînés nous l’ont enseigné…  (Maintenant) nous vivons à Chisasibi… Et c’est aussi là que grandissent nos petits-enfants…  Dans ma mémoire vibre encore le village de Fort George, un village qui n’a pas été inondé ni abandonné et qui est plein de Cris joyeux.  C’est de cette façon que je veux me rappeler l’île de Fort George…

Some thoughts from the poet:

My father and mother were Cree.  Their home was James Bay in Northern Québec.  This is where I was born, at a Cree village of Fort George Island, where the La Grande River empties into James Bay.  I was taught to speak and write English.  My people, the Crees, are hunters and trappers… We understand the animals and birds… We know the secret of the little spruce… And we hear our brothers and sisters the way our Elders taught us…  (We) now live in a town called Chisasibi… Our grandchildren are growing up in Chisasibi…  In my memory stands a Cree village of Fort George not flooded or abandoned but full of happy Crees… It’s the way I would like to remember Fort George Island…

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Editor’s note:  Chisasibi or  ᒋᓴᓯᐱ  in Cree syllabics (meaning Great River) is a town created by the Québec government to relocate Crees who were forced from their James Bay watershed lands (including Fort George Island) because of damming/redirecting of tributary rivers flowing into the La Grande River as part of Hydro-Québec’s James Bay Project which began in the 1970s and continues into the present day.

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