Buson: Haïku d’Hiver

ZP_Snowfall_Toronto Canada December 15th 2013_A

Yosa Buson / 与謝 蕪村 (1716-1784)

.

dans la rivière hivernale
arraché et jeté
un navet rouge

.

le vent d’hiver

les rochers déchirent

le bruit de l’eau

.
lune froide

le gravier crisse

sous la chaussure

.

hiver désolé

noir de corbeau

neige d’aigrette

.

la tempête d’hiver
envoie les graviers faire sonner
la cloche

.

ombres d’hommes
semant de l’orge
dans les longs rayons du soleil couchant

.

avec mon chicot
je mords le pinceau gelé
dans la nuit

.

de la dent qui me reste
je mords le pinceau gelé
la nuit

.

Dans le clair de lune glacé
de petites pierres
crissent sous les pas

.

parmi les arbres de l’hiver
quand la hache s’enfonça,
l’odeur!

.

Qu’il est beau
le corbeau d’ordinaire haïssable
ce matin de neige!

ZP_Snowfall_Toronto Canada December 15th 2013_B

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Alguns haicais brasileiros sobre o inverno – e outros temas

Snowfall_Toronto Canada_December 14th 2013_B

Haicai é um poema de origem japonesa, que chegou ao Brasil por volta de 1920 e hoje conta com muitos praticantes e estudiosos brasileiros.

Para ser um verdadeiro haicai o poema deve obedecer a quatro regras:

Ser composto por 17 sílabas japonesas

Estar formado por três versos de 5, 7 e 5 sílabas

Referir-se a um fato da natureza

Apresentar o fato como acontecendo no momento e não no passado

Na transposição do haicai para outros países, algumas regras se perderam ou não foi possível adaptá-las. No Brasil, o haicai conserva os três versos mas nem sempre mantém o número de sílabas indicado. Em geral preserva-se o tema, relacionado à natureza.

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Ilma Soraia

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Manhã de frio.
Na janela embassada
seu nome está.

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Noite fria,
penso em ti e esquento
meu coração só.

.

Igor

.

Esta humanidade
Está longe de ser uma
Unanimidade

.

Rubens Jardim

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Reflexão

Sou casca no chão
Sou raspa de pote
Sou minha insurreição!

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Coração do Mundo

No pulso da palavra
sinto bater
o coração do mundo

.

Caio Yokoyama

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Um só toque

A profundeza
dum prato envelhecido
com sabedoria

.

Sérvio Lima

.


Debaixo das folhas
formigas se agasalham
frio de inverno

.

O crisântemo branco
ainda que pisado
é crisântemo branco

.

Erni Pescador

.


Inverno!
Lenha empilhada,
branquinha de geada.

.

Danielli Rodrigues

.

Ventos

No meu pensamento —
Há vida desconhecida.
Sinto tua presença.

.

Wagner Marim

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O amor desvendara
num indelével inverno
o célebre enigma.

.

Kirah

.


O grito é mudo
o olhar no entanto
Diz tudo!

.

Augusto Menezes

.

Garoto fuma crack
Na esquina, um baque
Policiais combatem o crime.

.

Alexander Pasqual

.
Circulam iPods
nas órbitas do haijin —
balada no bosque

.

No alto de um cipreste
ave branca contra o sol
recorda o Natal

.

Fabiano Vidal

.

Manhã de inverno,
ouço calado
o vento gelado.

Snowfall_Toronto Canada_December 14th 2013_A

Paulo Franchetti

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Manhã de frio —
Apoiado num só pé
O papagaio dorme.

.

Antonio Botelho Focinheira

.


Navegar é preciso

Se viver não é preciso,
sem lemes ou astrolábios
navego bem em teus lábios.

.

Antonio Malta Mitori

.

Tarde de inverno
O por-do sol sumiu
em meio a poeira

.

Alex Hard

.

Ridículo anuncia
Sua diversão
Ressoa Indignação.

.

Irmãos, poucos
Loucos, santo
Tantos, solo.

.

Nanu da Silva

.


No meu Hay kay
A matemática poética
Vira apoética

.

Paulo Ciriaco

.

Domingo,manhã de inverno.
Muitos pombos
Pousam no pátio.

.

Reneu do A. Berni

.

Haicai de inverno

A mocinha tímida
abre um sorriso faceiro—
correio elegante.

.

Silvio Gargano Junior

.


Ah, dama da noite
Tempo distante não volta —
Saudade, saudade

.

Silvia Rocha

.


Medo no coração
tirito
a mais fria estação

.

Kiyomi

.


Tempo imprevisível
Me pegou desprevenido
Que frio congelante!

.

Rogerio Viana

.


Pelo calor de agora
pinhão no inverno
— quente, quentão

.

Manu Hawk

.


Inverno frio
corpos soltos ao luar
ondas quentes

.

Rogério Togashi

.


Sempre lembrando
a cama, o jovem aluno:
segunda de inverno!
.

Vento na cortina:
Na tarde de inverno
melancólicos haicais.

.

Folha branca
sem palavras, sem desenhos —
Frio de agosto. *

(*Inverno brasileiro: junho – setembro)

.

Marcellino Lima

.

O gato se estica,
boceja, retoma o sono –
Assim vai o domingo!

.

Valdir Payceré

.

Café-da-manhã,
bem-te-vis gritando:
que bom acordar!

.

Claudio Daniel

.


Ese canto
é azul, azul, azul
quase branco

.

Carlos Martins

.

Passando o Ano Novo
com minha filha, na estrada —
mochilão nas costas

.

Douglas Eden Brotto

.


Noite de Ano-Novo!
velho avô traz o champagne
mas dorme antes da hora…

.

Rosa S. Clement

.


O canto dos sapos
era nossa canção de ninar;
fim de inverno

.

Mak

.


Eu te amo tanto
que só um pranto
acaba o encanto

.

Alexandre Brito

.


Depois de horas
nenhum instante
como agora

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Agradecimentos a CAQUI: Revista Brasileira de Haicai

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Snowfall_Toronto Canada_December 14th 2013_C

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Fuyugomori / 冬篭り : Issa’s Haiku of Winter Seclusion

ZP_A light snowfall 2_Toronto Canada December 13th 2013

Toronto, Canada, December 2013…

The early arrival of not cold but unusually cold temperatures we associate with January – normally – may have people feeling sad – or feeling S.A.D. (Seasonal Affective Disorder).  Well, poetry’s been there before; witness these Haiku composed two hundred years ago…

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Kobayashi Issa / 小林 一茶 (Japanese poet and lay Buddhist priest, 1763-1828)

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no nashi wa tsumi mo mata nashi fuyugomori

no good deeds
but also no sins…
winter isolation.

(1819)

.

asana-asana yaki daiko kana fuyugomori

morning after morning –
damn roasted radishes –
winter seclusion!

(1794)

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fuyugomori akumono-gui no tsunori keri

winter seclusion…
on a foul food eating
binge.

(1821)

Foul food” may have referred to cicada pupae or “bee worms” but might also have meant beef – something prohibited by Issa’s Buddhism.

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he kurabe ga mata hajimaru zo fuyugomori

the farting contest
begins again…
winter confinement.

(1816)

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hito soshiru kai ga tatsunari fuyugomori

another party held
to badmouth other people –
winter confinement.

(1822)

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sewazuki ya fushô-bushô ni fuyugomori

the busy-body reluctantly
begins…
his winter seclusion.

(1825)

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neko no ana kara mono wo kau samusa kana

buying from the peddlar
through the cat’s door…
it’s cold!

(1822)

.

fuyugomoru mo ichi nichi futsuka kana

one more day
of winter confinement…
makes two.

(1824)

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Gabi Greve writes:

Fuyugomori / 冬篭り means “winter seclusion/isolation/confinementin Japanese.

In rural Japan, especially in the Northern areas along the coast of the Sea of Japan, the winter was long and brought enormous amounts of snow. There was nothing much to do but wait it out. Farmhouses were difficult to heat and the family huddled around the hearth – iroriin the kitchen. Great endurance was required during such winter seasons.


Fuyugomori also may refer to cold-season hibernation – the habit of bears – and the “fantasy” of numerous Canadians at this time of year!

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ZP_A light snowfall_Toronto Canada December 13th 2013

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Primera nieve de la estación: Matsuo Bashō

ZP_First snow of the season_Toronto Canada_November 23rd 2013.

Matsuo Bashō / 松尾芭蕉 (1644-1694, poeta del haiku del período Edo de Japón)

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Después de los crisantemos, / a excepción del largo nabo, / no hay nada.

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A la intemperie / se va infiltrando el viento / hasta mi alma.

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Sólo en invierno / un color tiene el mundo / y un son el viento.

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Ahora, salimos / para disfrutar de la nieve … hasta que / resbalón y caída.

.

Hasta un caballo / Mis ojos se detienen en ello / Nieve por la mañana.

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Sol invernal. / Montada en el caballo / mi sombra, helada.

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El cuervo horrible / ¡qué hermoso esta mañana / sobre la nieve!

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Hielo nocturno / me despierto / mi cántaro estalla.

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La nieve que cae… / ¿es del otro / o de este año?

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A un amigo que entró en su choza luego de una nevada”:

¿Prendes el fuego? / Te mostraré una gran / bola de nieve.

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Viajeros en La Nieve por Hokusai, pintor y grabador japonés_1760-1849

Viajeros en La Nieve por Hokusai, pintor y grabador japonés_1760-1849



Oración a La Virgen de Guadalupe: Siempre seré tuya – Amén.

ZP_El chichimeca San Juan Diego se llamó en la lengua indígena de nahuatl Cuauhtlatoa o Cuauhtlatotzin que quiere decir: él que habla como águila_San Juan Diego con la tilma_Mary Jo Martin_1998

ZP_El chichimeca San Juan Diego se llamó en la lengua indígena de nahuatl Cuauhtlatoa o Cuauhtlatotzin que quiere decir: él que habla como águila_San Juan Diego con la tilma_Mary Jo Martin_1998

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Una nueva oración dedicada a La Guadalupana se estrenó en el 12 de diciembre, 2011, cuando Benedicto XVI presidió la Misa en la Basílica de San Pedro, Roma – por la independencia de los pueblos de América Latina. La oración nace para hermanar, identificar y unir a los latinoamericanos bajo la devoción de la Virgen de Guadalupe…

Oración a Nuestra Señora de Guadalupe”
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Virgen María de Guadalupe,
Madre del verdadero Dios por quien se vive.
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En San Juan Diego, el más pequeño de tus hijos,
Tú dices hoy a los pueblos de América Latina:
‘¿No estoy yo aquí que soy tu Madre?
¿No estás bajo mi sombra?
¿No estás por ventura en mi regazo?’
.
Por eso nosotros con profundo agradecimiento
reconocemos a través de los siglos
todas las muestras de tu amor maternal,
tu constante auxilio, compasión y defensa
de los moradores de nuestras tierras,
de los pobres y sencillos de corazón.
.
Con esta certeza filial,
acudimos a ti, para pedirte,
que así como ayer vuelvas a darnos a tu Divino Hijo,
porque sólo en el encuentro con Él
se renueva la existencia personal
y se abre el camino para la edificación de una
sociedad justa y fraterna.
.
A ti, ‘Misionera Celeste del Nuevo Mundo’,
que eres el rostro mestizo de América
y luminosamente manifiestas su identidad, unidad y originalidad,
confiamos el destino de nuestros Pueblos.
.
A ti, Pedagoga del Evangelio de Cristo,
Estrella de la Nueva Evangelización,
consagramos la labor misionera
del Pueblo de Dios peregrino en América Latina.
.
¡Oh Dulce Señora!,
¡Oh Madre Nuestra!,
¡Oh siempre Virgen María!
¡Tu presencia nos hace hermanos!

.
Acoge con amor esta súplica de tus hijos
y bendice esta amada tierra tuya
con los dones de la reconciliación y la paz.
.
Amén.

.     .     .

Oración anónima a La Guadalupana

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Mi Madre de Guadalupe, Señora de Tepeyac – misteriosa, dulce y firme – infinitas gracias te doy por quedarte conmigo – y entre mi familia, vecinos, compañeros, aun en la vida de un desconocido. Quedas aquí en el mundo difícil – aquí entre nosotros – para bendecirnos y acompañarnos en el camino pedregoso de hoy día hasta la avenida del futuro …Enséñanos a encaminarnos siempre a tu hijo Jesús y llévanos bajo tu manto a cuantos te llamamos y necesitamos…También cuando yo estoy solitario, quizás sin amigo…Es cuando te llamo y te necesito más…Y me ayudas en mi noche confundida, en mi alba a veces sombría…¡No quiero cumplir mi “tres por veintena, y diez” como un hombre de alma dura!  Me conoces – me entiendes – en mi corazón.  Cariñosa y tan sabia eres, Madre morenita mía.  Y siempre seré tuya – Amén.

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9 - 12 de diciembre, 1531_Juan Diego en Tepeyac con la tilma de maravillas

9 – 12 de diciembre, 1531_Juan Diego en Tepeyac con la tilma de maravillas

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Mi Lupita” (versión de la cantante mexicana, Lucero)

.

Lupita, dulce madre mía,
bajaste del cielo un día
y hablaste con Juan Diego,
niña mía…

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y todos te llamamos Santa María…

Lupita, eres un relicario echo por mucho primor
Tus ojos son dos luceros y de oro es tu corazón
Tus ojos son dos luceros y de oro es tu corazón
.
Lupita, eres una rosa la más hermosa del Tepeyac
y te conviertes en madre nuestra para podernos cuidar
y te conviertes en madre nuestra para podernos cuidar
.
Lupita, eres la madre de dios
Los mexicanos te veneramos con fervor
Mamita, cúbrenos con tu manto y danos tu bendición
Mamita, cúbrenos con tu manto y danos tu bendición.

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Escuchar la canción:  http://youtu.be/AEQHusulF8Y

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Poemas de Amor y Deseo: Alfredo, Jorge, Javier, Odette, Minerva y Kenny

Uno de los hombres que me amaron...

Uno de los hombres que me amaron…

Alfredo Fressia (nacido en 1948, Montevideo, Uruguay / São Paolo, Brasil)

Bésame Mucho”
.
Así: él, que tanto me había amado,
se casó con ella
pero me dejó por otro.
.
¿Qué te hice después
que no me olvido?

.

Bello Amor”

.
Bello amor, bellos amantes,
porque el amor no pasa
de un memorial de hombres que me amaron,
el sexo idéntico, idéntico
el ancestro conjugado,
bello y estéril, bello
porque estéril, porque destinado
al memorial de hombres que me amaron
de antes, sin después, al otro
lado de sus vidas, sin otro
rostro que el insomne
habitante del deseo, se consume
de belleza antes, siempre antes de los hombres,
el memorial de hombres que me amaron.

.

Eterna”

.
Qué fiesta el gesto de tu cuerpo, muchacho,
trampolín para fuera de los huesos,
salta tu gozo, suelto
me asalta, te rapta por ancestros
implacables de piel y sudor y esta cerveza
de los gestos, este salto a venideros del deseo.
Qué fiesta del arco y de los cuerpos,
muchacho, qué marea de música y de celo
de vuelta repitiéndonos a tiempo
de estertores, a eternos en el cuerpo
místico del gozo, salados hijos
de los hijos de tu gesto.
.

Memoria”

.
¿No me desarmo yo de la condena, no abandono
la trama de los huesos,
no se me erizan esponjas en el dorso,
muchacho, curva aguda del mundo
y el deseo, subiéndola incansable
por tus muslos, la muerte provisoria
que no acaba?
.

Travestí
.
Ángel barroco, siempre
el muchacho agrietado detrás de las violetas
estira la punta del deseo
hasta tus dedos. Aquí una calavera
estalla en tu sudor,
una mano judía te tuerce del destino,
se durrumba, grita un agorero
tu horóscopo de miedo
y se destruye. Orfebre de la nada:
un sudor nuevo, casi nada
en tus dedos.


.


“É
l se muere”

.
Adiós. El
se muere y ya no soplo, no
tengo costillas, muere
de verano gigante,
de perla salvaje que se muere,
de rosa barroca que estalla como un templo
y yo no puedo
reclamar los secretos que incendié,
las torres que alcé para su pétalo,
este perfume a incienso
de rosa de
nada.
Adiós. El
se muere. Se desvanece abolida
su larga dinastía. Ah, se muere
la gloria, la serpiente sabia y medieval del mundo
muere, depone su imperio cada miembro.
Derrumbado castillo, cuerpo
ardido y amado. Adiós.
Dura ley de un verano. El
se muere.

.

...y ÉL – también –...

…y ÉL – también –…

...desapareció de mi vida.

…desapareció de mi vida.


Santo Domingo Mulato”

.

La Iglesia y la Cárcel Real bajo la luna,

souvenirs de la Conquista, espectros íntimos

del siglo XVI en la Hispaniola.

El me esperó tras el Alcázar de Colón

con el viejo walkman al oído

y una flor de caoba para la suerte.

Apresé su carne

y su alma

en mi boca,

mi hostia

sucia y sagrada.

Después me fui por la calle del Conde,

limpias las comisuras de los labios.

Un tambor escapaba del centro de la isla.

. . . . .

Jorge H. Farfán

Anoche”

.

Anoche dormía,
soñaba que tu eras mi cielo,
plagado de estrellas y cometas,
plagado de mil luces que formaban
un millar de reflejos en tu ojos.
soñaba que tu eras eterna, te soñaba
suave, libre, ardiente.
Anoche dormía y con ello soñaba,
Anoche dormía y sentía en mi pecho
tu cara, tus pechos y tus manos,
tu cuerpo, tus sentimientos,
tu ser, lleno de exquisitos misterios.
Anoche brinqué al sentir tu roce en mi piel,
anoche eras una luz que iluminaba mi silencio.
Eras tu, era yo, éramos los dos, éramos nosotros,
tu y yo, uno sólo, por un momento infinito,
fui tuyo, fuiste mía, fuimos uno sólo.
Tu piel era mi piel, tu sudor confundido con el mío,
tu pelo enredado en mis manos, nuestros cuerpos
enredados en una sola y silenciosa forma, bella,
llena de matices, plagada de mil luces y colores.
Anoche, creí dormir, profundamente dormido,
creí que sólo eras una fantasía, creí morir.
Anoche, tu mi cielo, llenaste de alegría mi vida,
eras tu, éramos nosotros, éramos un cielo
una vez más y para siempre,
plagado de estrellas y cometas.
dedicado a ti que llenas mi vida de alegría.

. . . . .

Javier Mora (nacido en 1983, Bayamo, Cuba)

Nuestro Encuentro”

.
El día que te bese en nuestro encuentro
subraya en rojo un blanco calendario
no será un beso solo imaginario
sino de un terremoto el epicentro.
.
Seré saeta y tú serás el centro
será tu cuerpo dulce itinerario
será tu amor vital y solidario
veraz así lo sueño yo por dentro.
.
Ese día que pueda yo tenerte
solo aspiro a mi amor poder yo darte
besándote poder entretenerte

con abrazos poder yo consolarte
adivinando cuanto quiero verte
seré refugio y tú mi baluarte.

. . . . .

Odette Alonso (Cuba, 1964)

Moriremos de Amor”

.

Todos los vientos llegan como una manotada

y yo cubro tu cuerpo lo incorporo

quiero aliviarme en ti.
Hace un segundo la luna era distinta
y no había ese susto en tu mirada.
Algo nos viene encima
ese sordo rumor es un presagio.
Cierra los ojos pronto amiga mía.
Es el amor que llega.

. . . . .

Minerva Salado (La Habana, Cuba)

La Trama”

.

Amo el amor que viertes sobre mí

con su carga de sal y de mareas

amo la dulce huella de tu boca

encima de mis manos

nueces de ti recibo

toco tus pies desnudos en el prado

y en silencio los amo

en tus hombros cruzados por el viento

pongo gotas de lluvia cual zumo de limón.

Pienso en el tiempo que estaremos juntas

y creo mientras pienso en que la eternidad

nos acompaña.

Mi cuerpo teje surcos para tí.

Amo la lágrima que surge de tu sueño

y la llamo simiente

líquido integrador del infinito.

. . . . .

Kenny Rodríguez (Quezaltepeque, El Salvador)

.

Este deseo diario

de rascar tu espalda

tibia y sudorosa,
de brillar en tus ojos
quietos y profundos,
de amarte salvajemente
hasta deshilachar
las soledades,
de ruborizarme
con plena conciencia
cuando encuentro
mi desnudo
entre tus labios,
será mi compromiso
único y vital.

.

Quiero” (a FVCH)

.


Navegar sobre tu espalda
dulce y tibia
guardar cada lunar entre mis dedos;
saborear la sonrisa de tus ojos
que hipnotizan a su encuentro,
quiero recorrer tu cuerpo,
descubriendo todos sus rincones
tus relieves, tus planicies, tus cuevas…
conociendo tus olores, sabores, sonidos, detalles…
ganándome el derecho de vivir allí
explayada en todo su ancho,
plena…
Vivirlo a tu cuerpo
que me asombra, que me gusta
como tu rostro sonriente.

.     .     .     .     .


Poemas eróticos: Carlos, Eliana, Ivan, Zé, Noel, Patricia e Natália

Couple in an intimate embrace

Carlos Drummond de Andrade

Não quero ser o último a comer-te”

.

Não quero ser o último a comer-te.
Se em tempo não ousei, agora é tarde.
Nem sopra a flama antiga nem beber-te
aplacaria sede que não arde
.
em minha boca seca de querer-te,
de desejar-te tanto e sem alarde,
fome que não sofria padecer-te
assim pasto de tantos, e eu covarde
.
a esperar que limpasses toda a gala
que por teu corpo e alma ainda resvala,
e chegasses, intata, renascida,
.
para travar comigo a luta extrema
que fizesse de toda a nossa vida
um chamejante, universal poema.

. . .

Eliana Mora

O caminho das nuvens”

.

Senti na pele
os dedos teus
colando em mim
um surfe estranho
a voltejar
em minhas ondas
olhando enfim para as
paisagens tão
redondas
ouvindo o som
do que de longe
já conheces
.
E tomas posse
do terreno
demarcado
que amanhece
todo dia
em cama fria
Porém que túmido
servil
e orvalhado
sabe mostrar das noites
frias
resultado
.
Terreno morno
que se tranca a esperar
que possas vir
[de alguma nuvem
despencar]
Para sorver na noite
a fonte
do esplendor
.
Colhermos juntos
tão sentido
e doce
.
amor

. . .

Eliana Mora

Poeminha viscoso”

.

Em meio a teu visgo
me sinto emplastrada
feliz e cansada

. . .

Ivan Miziara

A concha”

.

Da concha
rubra
retiro
fluida
alva
tuas líquidas
sementes
que trago
entredentes
.
Na concha
rubra
mergulho
com a ponta
do arpão
que perturba
e escuta
teu íntimo
rumor
.
Na concha
rubra
busco
a pérola
úmida
ardente
que me faz
ser
quem sou

. . .

Zé do Neca

Homenagem ao teu sexo”

.

Quando nossos corpos se tocam
Mesmo por cima da roupa
Sinto o calor que vem do teu corpo
Misturando ao calor do meu
São gotas do suor
Gotas de quem esperou por esse momento
Agora, as roupas vão caindo
Revelando o sexo nervoso
Sexo endurecido
Sexo umedecido
Mãos que seguram sexo
Mãos que penetram sexo
Línguas que lambem
Sexo que arrepia
Sexos que se encontram
Enfim
Sexo que agasalha
Sexo que desbrava
Acabamos
Me deito sobre teus pêlos
Sinto o cheiro do meu sexo,
No teu
Sinto o teu cheiro misturado
Ao meu
Cheiro do gozo supremo
Cheiro do sexo
Que eu adoro.

. . .

Noel Ferreira

ABC erótico”

.

Abre-te!
Beija-me!
Cobre-me!
.
Amar-te é volúpia
Brincar é malicia
Carícia é pingo de mel.
.
Ai!
Basta!
Cala-te!
.
Abraço-te, queres?
Belisco-te, gostas?
Colo-me a ti, einh?
.
Ah!
Biscoito
Crocante!
.
Às nuvens subi
Bebendo o teu néctar
Crescendo-me em ti!
.
Ata-me!
Bebe-me!
Come-me!
.
Agora imparável
Brutalmente bom
Cada vez melhor!

. . .

Patrícia Clemente

Máquina”

.

o ronco de seus motores
me acende
te sinto aquecer a pele
nos dentes
chama
quem chama
a máquina de chama
a máquina me acende
máquina do gozo.
nos dentes.

. . .

Natália Correia

Cosmocópula”

.

I

Membro a pino
dia é macho
submarino
é entre coxas
teu mergulho
vício de ostras

II

O corpo é praia a boca é a nascente
e é na vulva que a areia é mais sedenta
poro a poro vou sendo o curso da água
da tua língua demasiada e lenta
dentes e unhas rebentam como pinhas
de carnívoras plantas te é meu ventre
abro-te as coxas e deixo-te crescer
duro e cheiroso como o aloendro.

.     .     .     .     .


“Sentient beings can get completely lost in it”: the erotic poems of Ikkyū

Ikkyu and a Lady of Pleasure

Ikkyū / 一休宗純 (Zen Buddhist monk, 1394-1481, Kyoto, Japan)

.

It is nice to get a glimpse of a lady bathing—
you scrubbed your flower face and cleansed your lovely body
while this old monk sat in the hot water
feeling more blessed than even the emperor of China.

.

A woman is enlightenment when you’re with her and the red thread
of both your passions flares inside you – and you see.

.

A sex-loving monk, you object!
Hot-blooded and passionate, totally aroused.
Remember, though, that lust can consume all passion,
Transmuting base metal into pure gold.

.

Ten days in this temple and my mind is reeling.
Between my legs the red thread stretches and stretches.
If you come some other day and ask for me,
Better look in a fish stall, a sake shop, or a brothel.

.

Follow the rule of celibacy blindly, and you are no more than an ass;
Break it and you are only human.
The spirit of Zen is manifest in ways countless as the
sands of the Ganges.

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With a young beauty, sporting in deep love play;
We sit in the pavilion, a pleasure girl and this Zen monk.
Enraptured by hugs and kisses,
I certainly don’t feel as if I am burning in hell.

.

A Man’s Root

Eight inches strong, it is my favourite thing;
If I’m alone at night, I embrace it fully—
A beautiful woman hasn’t touched it for ages.
Within my
fundoshi there is an entire universe!

Fundoshi, traditional Japanese underwear, is a loin cloth made of one length of white linen or cotton.

Fundoshi, traditional Japanese underwear, is a loin cloth made of one length of white linen or cotton.

 

A Woman’s Sex

It has the original mouth but remains wordless;
It is surrounded by a magnificent mound of hair.
Sentient beings can get completely lost in it.
But it is also the birthplace of all the Buddhas of the
ten thousand worlds.

.

The Dharma Master of Love

My life has been devoted to love play;
I’ve no regrets about being tangled in red thread from
head to foot,
Nor am I ashamed to have spent my days as a
Crazy Cloud—
But I sure don’t like this long, long bitter autumn of
no good sex!

.

To Lady Mori with Deepest Gratitude and Thanks

The tree was barren of leaves but you brought a new spring.
Long green sprouts, verdant flowers, fresh promise.

.

(Mori, a blind minstrel, was 77-year-old Ikkyū‘s young mistress.)

.

Pleasure, pain, are equal in a clear heart.
No mountain hides the moon.

.

I’m up here in the hills starving myself
But I’ll come down for you.

.

I think of your death, I think of our touching,
My head quiet in your lap.

.

Suddenly nothing but grief
So I put on my father’s old ripped raincoat.

.

Translations from the Japanese: John Stevens, Stephen Berg

.     .     .     .     .


“Bird-songs accompany our laughter”: poems of love and desire

Yellow Hibiscus

Suzanne Dracius (born 1951, Martinique)

Women’s Wicked Desires”

.

Women too revel in riding

Thighs spread apart

Seated astride shamelessly

As they say in polite language…

À la Andromaque

That’s why you won’t talk about it

That’s how you will be happy to

Do all of these things you are saying

Promptly at dawn

All of these honeyed things

Forbidden in theory

As they say

Women’s wicked desires

What can befall us

By doing all that you are asking for

If we do them for fun

Since today’s strong woman

Won’t be abused for it

I do hope you can grasp

How I defy the kind of feminine prudishness

That wants to hold me back

When I dare perform

The saucy somersaults you ask

Even though I know I shouldn’t

Since I’m a well-bred young lady

As they say

Now I am the wicked one

And I am asking you to do all these juicy things

And sing my song in tune with me

As they say

A woman’s wicked desires.

Do I really need to leave my senses

For us to enjoy some pleasure

The wild way

With dazzling unbridled wantonness

With cuddling which was not done openly

The snuggling that we see today

Wickedly as they say

With a frenzy to swoon

To women it is pleasure

To ride astride

As in the frescoes of Pompeii

Thighs wildly spread apart

Soaking your potent organ

Just like on Rue d’Enfer in Saint-Pierre

Doing all these forbidden things

Truly paradisiacal

Women’s wicked desires

To put myself in all the positions you ask

In mystical cries

Ho misticri, krik krak monkey!

To offer myself in all these forbidden positions

And krik and krak

And krik krak

So the audience doesn’t fall asleep

Poetically

Philosophically

Oh Lord! Dear, dear, dear Lafilo!

I’m taking to flying

I’m stepping out

Running like a maroon

To get myself off

Epicurean Caribbean style.

.

Translation from the Creole: Hanétha Vété-Congolo

. . .

Here is the original poem – in Creole:

.

Suzanne Dracius

Fantasm Fanm”

.

Pou fanm tou sé bèl plézi

Di monté adada osi

An mannyè kal…

Ifourchon

À la Romaine, à l’Andromaque”

Sé pousa ou pé di hak

Sé konsa ou ké kontan

Fè tout sé bagay ou ka di

O pipiri

Tout sé bagay ki intèwdi

An téyori

Kon yo ka di

An fantasm fanm

Sa ki pé rivé nou davré

Di fè tousa ou ka mandé

A sipozé ki nou ka fèy

Dépi nou fè sa épi

Ti bren foli

Puis fanm jodi

Pé ké modi

Mwen ka espéré kou pé konpwann

Sa ki sé kalté pidè fanm

Lè man noz fè

Sa ou ka di-a

mèm si man sav

Ki fo pa fèy

An jèntifi

De bonnfanmi

Kon yo ka di

Atjolman sé mwen ki bandi

Ek sé mwen ké mandé-w li

An mélodi

An narmoni

Kon yo ka di

An fantasm fanm

Es fok tèt an mwen pati

Pou nou pwan titak plézi

An vakabonnajri

Kon yo ka di

An féyéri

An barbari

Pichonnaj ki pa té ka fèt an gran lari

Dousinaj ki nou ka vwè jodi

An pitènri

Kon yo ka di

An frénézi

An malkadi

Pou an fanm sé bèl plézi

Di monté adada osi

Kon sou lérwin Ponpéyi

Alabodaj an bèl péyi

À l’Andromaque, à la Romaine”

Pa an sèl wozé pijé grènn

An mannyè pakoté Senpyè

An mannyè a lari Lanfè

Fè tout sé bagay intèrwdi

An paradi

Fantasm fanm

Fè tout sé bagay man ka di

An mistik kri

Yé mistikri

Fè krik krak

Kon yo ka di

Yé krak yé kri

An filozofi

Pou lakou pa domi

An poyézi

An malapri

An malfini

Lafilo!

Lavol an pri

Épi kouri

Caribéenne épicurie –

. . .

Obediah Michael Smith(born 1954, Bahamas)

Bee Mad” (for L.M.M.)

.

how can you withhold from me

where your thighs meet

like honey in the crotch of a tree

and not expect me to buzz as angrily as a bee.

. . .

Chapel Steeple” (for M.B.)

.

I’ve had my head between her legs,

where her thighs meet

bushy place to ramble wild,

berries growing by the spring I make flow

in this I wash my face to wake myself

face in the Bible she opens to let me read

to convert me to true love, to the truth of love,

to let me taste the fruit of love.

Love is Grand 1_Image from Saddi Khalid PhotoLove is Grand 2Love is Grand 3

Ken Forde

Nectar”

.

In this tome

of silence,

I will enter

your quietude;

have you come

with me

to a place

of red and yellow bloomings,

humming birds

their feathered flash

tongued nectar

sweet and fragrant.

With you

I will leap

across the distance

to this place

of caimate purples

and sapodilla browns,

our skins caressed

by warm fingered sun.

Bird-songs accompany

our laughter.

. . .

Colin Robinson

Loosening my Tongue” (for Reggie)

.

is an old

metaphor is a young

man you

are an old

metaphor loosening my tongue

flicks to the back of a youthened

mouth

a second set of teeth

yawns

spit

wide

flies hungry

watering for a metaphor that I can swallow whole

that will go

somewhere

that will last a whole poem

something hard and round and risky

musky ancient hairy language

reaches back

coughing up cotton

congealed in

big blue balls

of speech

old stiffened yellow rubber socks

policy       proposal       political       position       posture

place sex into my mouth again

unsheathe, untangle old poetry

poke at my prostate

full of old fragments

waiting for your big hands

to rub it      soothe

a gasping warm white

stanza flows between my legs

into a purposeful brown

man

hole

envelopes my tongue

young

man you

are a

metaphor on the tip of my tongue

making my poems come

whole again

. . .

The above poems are © their respective authors:

Suzanne Dracius: “Fantasm Fanm”

Obediah Michael Smith: “Bee Mad”, “Chapel Steeple”

Ken Forde: “Nectar”

Colin Robinson: “Loosening my Tongue”

.     .     .     .     .


Poèmes érotiques: George, Georges, Aimé, Cilick, Abdellatif, Yfig, Christian et Sophie

Femme nue au collier_Nude woman with necklace_Pablo Picasso, 1968

Femme nue au collier_Nude woman with necklace_Pablo Picasso, 1968

George Sand (Amantine Aurore Lucile Dupin, 1804-1876)

Lettre à Alfred de Musset”

.

Je suis très émue de vous dire que j’ai
bien compris l’autre soir que vous aviez
toujours une envie folle de me faire
danser. Je garde le souvenir de votre
baiser et je voudrais bien que ce soit
là une preuve que je puisse être aimée
par vous. Je suis prête à vous montrer mon
affection toute désintéressée et sans cal-
cul, et si vous voulez me voir aussi
vous dévoiler sans artifice mon âme
toute nue, venez me faire une visite.
Nous causerons en amis, franchement.
Je vous prouverai que je suis la femme
sincère, capable de vous offrir l’affection
la plus profonde comme la plus étroite
amitié, en un mot la meilleure preuve
que vous puissiez rêver, puisque votre
âme est libre. Pensez que la solitude où j’ha-
bite est bien longue, bien dure et souvent
difficile. Ainsi en y songeant j’ai l’âme
grosse. Accourez donc vite et venez me la
faire oublier par l’amour où je veux me
mettre.

. . .

Georges Bataille (1897-1962)

Je mets mon vit contre ta joue”

.

Je mets mon vit contre ta joue
le bout frôle ton oreille
lèche mes bourses lentement
ta langue est douce comme l’eau

.

ta langue est crue comme une bouchère
elle est rouge comme un gigot
sa pointe est un coucou criant,
mon vit sanglote de salive

.

ton derrière est ma déesse
il s’ouvre comme ta bouche
je l’adore comme le ciel
je le vénère comme un feu

.

je bois dans ta déchirure
j’étale tes jambes nues
je les ouvre comme un livre
où je lis ce qui me tue.

. . .

Aimé Césaire (1913-2008, Martinique)

Bateke”

.


De ton corps farineux où pompe l’huile acajou des rouages précieux

de  tes  yeux à marées

de ton sexe à crocus

de ton corps de ton sexe serpents nocturnes de fleuves et de cases

de ton sexe de sabre de général

de l’horlogerie astronomique de ton sexe à venin

de ton corps de mil de miel de pilon de pileuse

d’Attila de l’an mil casqué des algues de l’amour et du crime.

. . .

Cilick (née en 1936)

Sur mon clicli”(1975)

.
Sur mon clicli, mon clitoris,
Il jouait de la mandoline.
A gros têtons qui criaient bis,
Vibrait ma caisse un brin câline.
.
La chair de poule, en tournevis,
Titillait ma toison coquine.
Sur mon clicli, mon clitoris,
Il jouait de la mandoline.
.
Sitôt qu’il chantait mon pubis
Dégoulinant de trappistine*,
Moi, je flûtais, pine et babine,
Pour qu’il gueule un de profundis,
Sur mon clicli, mon clitoris.

.

* liqueur fabriquée par les moines trappistes

. . .

Abdellatif Laâbi (né en 1942, Maroc)

Les Fruits du Corps”(2003) – Extrait

.

Misérables hypocrites
qui montez au lit
du pied droit
et invoquez le nom de Dieu
avant de copuler
De la porte
donnant sur le plaisir
vous ne connaîtrez
que le trou aveugle
de la serrure.

. . .

Yfig

Mon souvenir de vous”
.
Mon souvenir de vous
Je suis à vos genoux
Sans culpabilité
Et réciprocité
.
Je suis venu vous dire mon souvenir de vous
Dans ma mémoire incertaine vous êtes un peu floue
Images parfums vocales touchés et saveurs
De toutes ces valeurs j’en oublie les couleurs
.
Je suis à vos genoux
Mon souvenir de vous
Sans culpabilité
Et réciprocité
.
Ma dernière vision votre premier regard
Ma plus grande illusion mon premier désespoir
Votre corps imparfait présent sans condition
Vos jambes enlacées à mon corps d’abandon
.
Sans culpabilité
Je suis à vos genoux
Et réciprocité
Mon souvenir de vous
.
Vous fûtes si parfaite j’en perdis la raison
Ma langue entre vos cuisses pulpait votre toison
Mon doigt curieux inspectait votre intimité
Vous vous laissiez ausculter sans formalité
.
Mon souvenir de vous
Je suis à vos genoux
Sans culpabilité
Et réciprocité
.
De votre vagin me fîtes hospitalité
En amante experte me fîtes succomber
Mon sperme voluptueux s’épandit chaleureux
Sans autre retenue de votre amant heureux
.
Sans culpabilité
Je suis à vos genoux
Et réciprocité
Mon souvenir de vous.

. . .

Christian Rabussier (né en 1969)

Le chant du clitoris” (2011)

.

Quand je suis dans tes bras

Tu ensorcelles mon corps,

Embaumant ma peau,

Par tes douces caresses,

Tu formes cette enveloppe

Qui protège mon âme

De mes démons,

Ancrés dans ma peau.

Quand je suis dans ton lit

J’aime entendre le chant du clitoris,

Enfoui dans ta flore sauvage.

Chaude et humide.

Paysage imaginaire,

Issu de tes fantasmes.

Quand je suis dans tes draps,

Doucement je fonds en toi,

Je m’incorpore dans ton corps.

Cherchant dans tes pensées

Les paroles de ce chant mélodieux.

. . .

Sophie Rabussier

Baiser intense”

.
Un soir d’été,

Il faisait chaud

Nous étions là,

Enlacés les bras dans les bras l’un de l’autre

À nous regarder tendrement

Mourant d’envie de nous embrasser

Soudain nos corps n’en peuvent plus

Lassés d’attendre

Le plaisir laisse place à la tentation

Et passent à l’action

Ses mains caressaient mes seins

Nos langues s’entremêlent

Ses doigts enlaçaient mes cheveux

Descendent petit à petit jusqu’à mon cou

La passion le saisit à ne plus pouvoir s’arrêter

Son âme si excitée

N’en pouvait plus

Il continue de longer tout le long de mon corps

Il en désirait encore

son sexe

Se dresse d’un coup

Impossible

D’attendre plus longtemps

Il en voulait encore et toujours plus

Il devenait de plus en plus vorace

Quand tout à coup

Je le sens qui commence

À me pénétrer

Aussi tendrement

Qu’il savait le faire

Un plaisir intense envahie mon âme

À me rendre ivre de bonheur.

.     .     .     .     .