Ataulfo Alves: “In a masquerade of Joy I hid my Sadness…”
Posted: February 20, 2012 Filed under: Ataulfo Alves, English, Portuguese, Translator's Whimsy: Song Lyrics / Extravagancia del traductor: Letras de canciones traducidas por Alexander Best, ZP Translator: Alexander Best | Tags: Black poets, Poetas negros Comments Off on Ataulfo Alves: “In a masquerade of Joy I hid my Sadness…”Ataulfo Alves (Sambista brasileiro, 1906-1969)
“Ilusão de carnaval”
.
Mascarado de alegria
Escondi minha tristeza
Terminada a folia
Sou mais triste com certeza
Ilusão de carnaval
Enganei somente a mim
Sem pensar que afinal
Carnaval também tem fim.
*
Ataulfo Alves
(Brazilian Samba composer, 1906-1969)
“Carnival Illusion”
.
In a masquerade of Joy
I hid my Sadness.
Revelry done,
More sad than ever
Am I…
.
You Illusion – oh Carnival !
I merely tricked myself
Without thinking that,
After all,
Carnival too comes to an end.
.
Translation from Portuguese:
Alexander Best
Djavan: “Face of the Indian” / “Cara de Índio”
Posted: February 19, 2012 Filed under: Djavan, English, Portuguese, Translator's Whimsy: Song Lyrics / Extravagancia del traductor: Letras de canciones traducidas por Alexander Best, ZP Translator: Alexander Best | Tags: Black poets Comments Off on Djavan: “Face of the Indian” / “Cara de Índio”Letra da canção de
cantor e compositor afrobrasileiro
Djavan (nasce 1949)
“Cara de Índio”(1978)
Índio cara pálida,
cara de índio.
Índio cara pálida,
cara de índio.
Sua ação é válida, meu caro índio.
Sua ação é válida, válida ao índio.
Nessa terra tudo dá,
terra de índio.
Nessa terra tudo dá,
não para o índio.
Quando alguém puder plantar,
quem sabe índio.
Quando alguém puder plantar,
não é índio.
Índio quer se nomear,
nome de índio.
Índio quer se nomear,
duvido índio.
Isso pode demorar,
te cuida índio.
Isso pode demorar,
coisa de índio.
*
Índio sua pipoca,
tá pouca índio.
Índio quer pipoca,
te toca índio.
Se o índio se tocar,
touca de índio.
Se o índio toca,
não chove índio.
Se quer abrir a boca,
pra sorrir índio.
Se quer abrir a boca,
na toca índio.
*
A minha também tá pouca,
cota de índio.
Apesar da minha roupa,
também sou índio.
_____
Djavan
(Brazilian songwriter, born 1949)
“The Indian Face” (1978)
Indio pale-face
Indian face.
Pale-face Indio
Your action is just, my dear Indio.
Your action is valid, right for the Indian.
In that land everything grows
– the Indian’s land.
In that land everything grows
– but not for the Indian.
When someone can plant,
who knows? The Indio.
When someone inspires,
Isn’t it the Indio?
An Indian wants to call himself
an Indian name.
Indio wants to call himself himself
– I doubt it, Indio
– that might take time – take care,
That might take time,
The Indian thing.
*
Indio gets just
A little “popcorn”.
He wants “popcorn” too
– it’s your turn, Indio.
If the Indian touches his head
it doesn’t rain.
If he wants to open his mouth
– Smile, Indio.
If he wants to open his mouth,
Don’t touch him.
*
I also have little,
An Indian’s share.
Despite my clothes,
I’m an Indio, too.
_____
Jorge Ben Jor: Day of the Indian / Dia de Índio
Posted: February 19, 2012 Filed under: English, Jorge Ben Jor, Portuguese, Translator's Whimsy: Song Lyrics / Extravagancia del traductor: Letras de canciones traducidas por Alexander Best | Tags: Black poets Comments Off on Jorge Ben Jor: Day of the Indian / Dia de Índio_____
Jorge Ben Jor (nasce 1942)
“Curumin chama cunhãtã que eu vou contar
(Todo dia era Dia de Índio)” (1981)
Hey Hey Hey!
Hey Hey Hey!
Jês, Kariris, Karajás, Tukanos, Caraíbas,
Makus, Nambikwaras, Tupis, Bororós,
Guaranis, Kaiowa, Ñandeva, YemiKruia
Yanomá, Waurá, Kamayurá, Iawalapiti,
Txikão, Txu-Karramãe, Xokren, Xikrin,
Krahô, Ramkokamenkrá, Suyá !
*
Curumim chama cunhatã que eu vou contar
Cunhatã chama curumim que eu vou contar
Curumim, cunhatã
Cunhatã, curumim
*
Antes que os homens aqui pisassem
Nas ricas e férteis terraes brazilis
Que eram povoadas e amadas por milhões de índios
Reais donos felizes
Da terra do pau-brasil
Pois todo dia, toda hora, era dia de índio
Pois todo dia, toda hora, era dia de índio
*
Mas agora eles só têm um dia
O dia dezenove de abril…
Amantes da pureza e da natureza
Eles são de verdade incapazes
De maltratarem as fêmeas
Ou de poluir o rio, o céu e o mar
Protegendo o equilíbrio ecológico
Da terra, fauna e flora.
Pois na sua história, o índio
É o exemplo mais puro
Mais perfeito, mais belo
Junto da harmonia da fraternidade.
É da alegria,
Da alegria de viver
Da alegria de amar.
Mas no entanto agora
O seu canto de guerra
É um choro de uma raça inocente…
Que já foi muito contente
Pois antigamente
Todo dia, toda hora, era dia de índio.
*
Jês, Kariris, Karajás, Tukanos, Caraíbas,
Makus, Nambikwaras, Tupis, Bororós,
Guaranis, Kaiowa, Ñandeva, YemiKruia
Yanomá, Waurá, Kamayurá, Iawalapiti, Suyá,
Txikão, Txu-Karramãe, Xokren, Xikrin, Krahô,
Ramkokamenkrá, Suyá !
*
Todo dia, toda hora, era dia de índio…..
Curumim, cunhatã / Hey! Hey! Hey!
Hey! Hey! Hey! / Cunhatã, curumim…..
_____
Jorge Ben Jor
“Every day, every hour, was the Day of the Indian”
Hey Hey Hey!
Hey Hey Hey!
Jês, Kariris, Karajás, Tukanos, Caraíbas,
Makus, Nambikwaras, Tupis, Bororós,
Guaranis, Kaiowa, Ñandeva, YemiKruia
Yanomá, Waurá, Kamayurá, Iawalapiti,
Suyá, Txikão, Txu-Karramãe, Xokren, Xikrin,
Krahô, Ramkokamenkrá, Suyá !
*
Call: “Curumim cunhatã” – I’m going to tell it.
Cry: “Cunhatã curumim” is how I’m going to tell it.
Curumim, cunhatã
Cunhatã, curumim
*
Before people trod here
Upon this rich and fertile land of Brazil
It was populated and loved by millions of Indians,
Happy moneyless owners
Of this land of “Brazil-wood”.
Back then, every day, every hour, was the Day of the Indian.
But now they have only one day,
The 19th of April…
*
Lovers of purity, of nature,
They knew truth, incapable of
Mistreating Woman
Or of polluting river, sky and sea,
Protecting the ecological equilibrium
Of earth, flora and fauna.
And so, in history, the Indio
Is an exemplar most pure,
Perfect and beautiful.
Together in the harmony of humanity
He gives joy – joy of life, joy of love.
Now, though, theirs is a war song – and it’s
The cry of an innocent race…
In olden times they were most happy because
Every day, every hour, was the Day of the Indian.
*
Jês, Kariris, Karajás, Tukanos, Caraíbas,
Makus, Nambikwaras, Tupis, Bororós,
Guaranis, Kaiowa, Ñandeva, YemiKruia
Yanomá, Waurá, Kamayurá, Iawalapiti,
Txikão, Txu-Karramãe, Xokren, Xikrin,
Krahô, Ramkokamenkrá, Suyá !
*
Every day, every hour, was the Day of the Indian.
Curumim, cunhatã / Hey! Hey! Hey!
Hey! Hey! Hey! / Cunhatã, curumim…..
_____
Glossary:
Jês, Kariris, Karajás, Tukanos, Caraíbas, etc.,
– Ben gives us a list of names of the
Indian/Indigenous/Native Peoples of Brazil
The 19th of April – throughout Latin and South America,
this day – Dia Americano del Indio – draws attention to the
cultures, struggles and progress of Indigenous Peoples;
initiated in 1940 at Pátzcuaro, México, during the first
“Congreso Indigenista Interamericano”
/ InterAmerican Indigenous Congress
Jorge Ben Jor: “Em fevereiro tem carnaval…” / “In February there’s Carnaval…”
Posted: February 18, 2012 Filed under: English, Jorge Ben Jor, Portuguese, ZP Translator: Alexander Best Comments Off on Jorge Ben Jor: “Em fevereiro tem carnaval…” / “In February there’s Carnaval…”
Jorge Ben Jor (born 1942)
“Tropical Country” (1969)
I live
In a tropical country
Blessed by God
And beautiful by nature
( and oh what beauty )
In February (February)
There’s Carnival (there’s Carnival)
I’ve got a VW “Bug” and a guitar
I’m from Flamengo*, and I’ve got a black girl
called Teresa!
( Samba, baby,
Samba, baby! )
*
I’m a young boy of average
intelligence (oh yeah)
But even so I’m happy
Because I don’t owe anything to anyone
(oh yeah)
Because I’m happy, yeah happy
with me!
*
I may not be a band-leader
(oh yeah)
But at home
all my friends
my buddies
respect me (oh yeah)
That’s what it means – being nice,
That’s the power of something extra
– and the joy-oy-oy-oy!
*
I live
In a tropical country
Blessed by God
And beautiful by nature
(and oh what beauty)
In February (in February)
There’s Carnival (There’s Carnival)
I’ve got a VW “Bug” and a guitar
I’m from Flamengo, and I’ve got a black girl
called Teresa!
( Samba, baby!
Samba, baby! )
*
Got a “Bug”,
a GUIT-ar,
Me, I’m Flamengan,
with a black gal called
Treeze… – from my Brazil!
* Flamengo – a neighbourhood in Rio de Janeiro, Brazil
_____
Jorge Ben Jor (nasce 1942)
“Pais Tropical” (1969)
Moro num país tropical,
abençoado por Deus
E bonito por natureza
(mas que beleza)
Em fevereiro (em fevereiro)
Tem carnaval (tem carnaval)
Tenho um fusca e um violão
Sou Flamengo
Tenho uma nêga
Chamada Tereza!
( “Sambaby!”
“Sambaby!” )
*
Sou um menino de mentalidade mediana
Pois é, mas assim mesmo sou feliz da vida
Pois eu não devo nada a ninguém
Pois é, pois eu sou feliz
Muito feliz comigo mesmo
*
Moro num país tropical,
abençoado por Deus
E bonito por natureza
(mas que beleza)
Em fevereiro (em fevereiro)
Tem carnaval (tem carnaval)
Tenho um fusca e um violão
Sou Flamengo
Tenho uma nêga
Chamada Tereza!
( “Sambaby!”
“Sambaby!” )
*
Eu posso não ser um “band-leader”
Pois é, mas assim mesmo lá em casa
Todos meus amigos,
meus camaradinhas me respeitam.
Pois é, essa é a razão da simpatia
Do poder, do algo mais e da alegria-a-a-a!
Tê um fu, um violão,
Sou Flamê
Tê uma nê
Chamá Terê… – do meu Brasil!
_____
Editor’s note:
Today is the opening day of Carnival 2012 in Rio de Janeiro,
and this song from the 1960s with its zest for life captures the
feeling of being young and alive, Brazilian and Black!
Martinho da Vila: Voz Afro-Brasileira
Posted: February 12, 2012 Filed under: Martinho de Vila, Portuguese | Tags: Black poets Comments Off on Martinho da Vila: Voz Afro-BrasileiraMartinho de Vila (nasce 12 fevereiro 1938)
“Madrugada, Carnaval e chuva” (1970)
Carnaval, madrugada
Madrugada de carnaval
Cai a chuva no asfalto da avenida
E a escola, já começa a desfilar
Molha o surdo, molha o enredo, molha a vida
Do sambista cujo o sonho é triunfar
Cai o brilho do sapato do passista
Mas o samba tem é que continuar
Os destaques se desmancham na avenida
E o esforço já é sobrenatural
Mas a turma permanece reunida
Um apito incentiva o pessoal
E a escola já avança destemida
É o samba enfrentando o temporal
Madrugada,vai embora, vem o dia
E o sambista pensa em outro carnaval
E a todos novamente desafia
A vitória do seu samba é o ideal
Chama o surdo e o pandeiro pra folia
Alegria, alegria pessoal
Carnaval, carnaval, carnaval
Volta o surdo pra folia
Alegria pessoal.
Carnaval, carnaval, carnaval,
Volta o surdo pra folia,
Alegria pessoal.
“Brasil mulato” (1969)
Pretinha, procure um branco
Porque é hora de completa integração
Branquinha, namore um preto
Faça com ele a sua miscigenação
Neguinho, vá pra escola
Ame esta terra
Esqueça a guerra
E abrace o samba
Que será lindo o meu Brasil de amanhã
Mulato forte, pulso firme e mente sã
Quero ver madame na escola de samba sambando
Quero ver fraternidade
Todo mundo se ajudando
Não quero ninguém parado
Todo mundo trabalhando
Que ninguém vá a macumba fazer feitiçaria
Vá rezando minha gente a oração de todo dia
Mentalidade vai mudar de fato
O meu Brasil então será mulato.
_____
Carlos Drummond de Andrade: Um boi vê os homens + No meio do caminho
Posted: July 16, 2011 Filed under: Carlos Drummond de Andrade, English, Portuguese, Spanish, ZP Translator: Alexander Best Comments Off on Carlos Drummond de Andrade: Um boi vê os homens + No meio do caminhoCarlos Drummond de Andrade
“Um boi vê os homens”
.
Tão delicados (mais que um arbusto) e correm e correm de um para o outro lado, sempre esquecidos de alguma coisa. Certamente falta-lhes não sei que atributo essencial, posto se apresentem nobres e graves, por vezes.
Ah, espantosamente graves, até sinistros.
Coitados, dir-se-ia que não escutam nem o canto do ar nem os segredos do feno,
como também parecem não enxergar o que é visível
e comum a cada um de nós, no espaço.
E ficam tristes e no rasto da tristeza chegam à crueldade.
Toda a expressão deles mora nos olhos –
e perde-se a um simples baixar de cílios, a uma sombra.
Nada nos pêlos, nos extremos de inconcebível fragilidade, e como neles há pouca montanha, e que secura e que reentrâncias e que impossibilidade de se organizarem em formas calmas, permanentes e necessárias.
Têm, talvez, certa graça melancólica (um minuto) e com isto se fazem
perdoar a agitação incômoda e o translúcido vazio interior que os torna tão pobres e carecidos de emitir sons absurdos e agônicos: desejo, amor, ciúme
(que sabemos nós), sons que se despedaçam e tombam no campo
como pedras aflitas e queimam a erva e a água,
e difícil, depois disto, é ruminarmos nossa verdade.
*
In English:
“An Ox Looks At Man”
.
They are more delicate even than shrubs and they run
and run from one side to the other, always forgetting
something.
Surely they lack I don’t know what
basic ingredient, though they present themselves
as noble or serious, at times.
Oh, terribly serious,
even tragic.
Poor things, one would say that they hear
neither the song of the air nor the secrets of hay;
likewise they seem not to see what is visible
and common to each of us, in space.
And they are sad,
and in the wake of sadness they come to cruelty.
All their expression lives in their eyes – and loses itself
to a simple lowering of lids, to a shadow.
And since there is little of the mountain about them –
nothing in the hair or in the terribly fragile limbs
but coldness and secrecy – it is impossible for them
to settle themselves into forms that are calm, lasting
and necessary.
They have, perhaps, a kind
of melancholy grace (one minute) and with this they allow
themselves to forget the problems
and translucent inner emptiness
that make them so poor and so lacking
when it comes to uttering silly and painful sounds:
desire, love, jealousy – (what do we know ?)
– sounds that scatter and fall in the field
like troubled stones and burn the herbs and the water,
and after this it is hard to keep chewing away at our truth.
*
En Español:
“Mira al Hombre el Buey”
.
Son tan delicados (más que los arbustos) y corren
y corren de un lado a otro, siempre olvidando algo.
Seguramente, les falta no sé
cual atributo esencial , aunque presentan a si mismos
como nobles or serios – a veces.
Ah, profundamente serios,
aun trágicos.
Pobrecitos, alguien podría decir que no escuchan
ni la canción del aire ni los secretos del heno,
como también parecen que no observan lo que es visible
y común a cada uno de nosotros, en el espacio.
Y están tristes,
y a su paso de la tristeza llegan a la crueldad.
Toda su expresión vive en los ojos – y se pierde
en un simple bajar de los párpados, a una sombra.
Y ya que hay poco de la montaña en ellos –
nada en su cabello o dentro los miembros de una inconcebible fragilidad
solo el friolento y el secreto – para ellos, es imposible
acostumbrarles a las formas tranquilas, duraderas
Y necesárias.
Tienen, quizás, una cierta gracia melancólica (un minuto) y con ésta les permiten
olvidar la agitación incómoda
y el vacío interior transparente
que les ponen tan pobres y tan careciendo
cuando dan los sonidos absurdos y agónicos:
el deseo, el amor, los celos – ¡ No sabemos nada ! –
los sonidos que esparcen y caen en el campo
como las piedras preocupadas y queman la hierba y el agua,
y después de ésto es difícil a seguir rumiando el asunto de nuestra verdad.
.
Traducción al español por Alexander Best
*
“No meio do caminho”
.
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
*
In English:
“In the middle of the road”
.
In the middle of the road there was a stone
there was a stone in the middle of the road
there was a stone
in the middle of the road there was a stone.
Never should I forget this event
in the life of my fatigued retinas.
Never should I forget that in the middle of the road
there was a stone
there was a stone in the middle of the road
in the middle of the road there was a stone.
*
En Español:
“En el medio de la carretera”
.
En el medio de la carretera había una piedra
había una piedra en el medio de la carretera
había una roca
en el centro del camino había una roca.
Que nunca yo debería escaecer este acontecimiento
en la vida de mis retinas fatigadas.
Que nunca yo debería escaecer que en el medio de la carretera
había una piedra
había una piedra en el medio de la carretera
en el centro del camino había una roca.
.
Traducción (y interpretación) al español por Alexander Best
* * *
Carlos Drummond de Andrade, 1902 – 1987, was a Brazilian poet,
born in Minas Gerais. His Portuguese poems often have a free-verse style,
and are full of every-day observations seen through a socialist eye.
Translations into English from the original Portuguese by Mark Strand
Mark Strand is a Pulitzer-Prize-winning poet and translator. His thoughtful
translations of de Andrade’s poems recreate the beautiful plain-ness of the originals.





